Sousa Pinto

Pintor português, talvez o mais conhecido pintor português dos séculos XIX e XX a nível nacional e internacional, nascido no ano de 1856 nos Açores, Angra do Heroísmo, e falecido em 1939, em França, José Júlio de Sousa Pinto era irmão de Alberto Carlos Sousa Pinto, também pintor. Estudou no Porto, na Academia Portuense de Belas Artes (a partir de 1870) e com os mestres Marques de Oliveira, Silva Porto, Soares dos Reis, João Correia e Tadeu de Almeida Furtado. A partir de 1880 tornou-se pensionista em Paris, onde recebeu influências das obras de Collin, Dagnan-Bouveret e Bastien-Lepage e foi aluno de Yvon e Alexandre Cabanel. Três anos depois já expunha no Salon (O calção rasgado, que lhe granjeou uma menção honrosa), e em terras francesas retratou paisagens e personagens da Bretanha (como O barco desaparecido, 1890), vertente sentimental e de busca do autêntico que continuou quando se dedicou à mesma temática em Portugal. Ganhou a medalha de ouro nas Exposições Atlanta (1896) e nas Internacionais de Nice (1884) e do Porto (1887), a segunda medalha na Exposição Internacional de Paris de 1889, a medalha de prata na do Rio de Janeiro (1895), foi membro do júri do Salon em 1900, recebeu a Comenda de Santiago e foi oficial da Legião de Honra. Foi um artista extremamente prolífico e as suas obras foram muito requisitadas por colecionadores e museus nacionais e internacionais, pelo que se encontram bastante dispersas. Alguns dos seus trabalhos mais relevantes são O hóspede inconsolável (1884), Molhado até aos ossos (1888), Um ninho no bosque (1889), Preparativos do barco (1892), A colheita das batatas (1900), Lavadeiras da Bretanha (1902), Rapariga de Valongo (1910), O velho Borges (1913), A senhora Maria (1913), Efeito de Sol ao fim da tarde (1913), Monsanto à tarde (1914), Raparigas colhendo flores (1914), Pôr do Sol na Bretanha e Cabeça de Velha, entre outros, e encontram-se espalhados por coleções privadas e instituições como o Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), a embaixada de Portugal em Roma, o Museu do Luxemburgo, o Museu de Melbourne (Austrália), o Museu de Monte Carlo, o Museu de Amiens, o Museu Regional Grão Vasco (Viseu), a Casa-Museu dos Patudos (Alpiarça) e o Museu de Arte Contemporânea (Lisboa).
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