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Stephandom (Catedral de S. Estevão)
Catedral gótica austríaca, construída sobre a fundação de um templo românico iniciado no século XII, com intervenções renascentistas e barrocas.
O templo de Santo Estêvão, cuja edificação foi iniciada no século XII, apresenta nos nossos dias como vestígios mais antigos o portal (Riesentor) e as Torres dos Pagãos (Heidenturmen), ambos do estilo românico e datados do século XIII. O edifício gótico, o segundo estilo arquitetónico introduzido nesta igreja, remonta a 1359, data em que o duque Rudolfo IV de Habsburgo lançou a pedra inaugural da reconstrução gótica do corpo da igreja. A Torre Sul (Zuidturm), completada em 1433, é denominada pelos vienenses Steffl, uma alcunha extensiva ao resto do edifício.
Depois de 1511 o estilo gótico deu lugar a uma intervenção renascentista, como por exemplo na Torre Norte (Nordturm), terminada em 1579, já ao estilo do renascimento, e que apresenta o maior sino da Áustria, chamado Boomer Bell. No século XVIII foram introduzidos alguns elementos decorativos do estilo barroco como retábulos e o altar-mor do santo padroeiro.
Esta catedral gótica também é conhecida pelo tesouro artístico que ostenta, de onde se destacam: o sepulcro de mármore vermelho do imperador Frederico III, da autoria do escultor Niklaus Gerhaert van Leyden (1476-1513); o púlpito de Anton Pilgram de 1514-1515, que sobre a sua assinatura colocou um autorretrato; o altar de Wiener Neustadt de 1447; e ainda o túmulo do princípe Eugénio de Saboia de 1754; e, ainda, pelas suas catacumbas, construídas sob a catedral, onde repousam os túmulos de bispos, as sepulturas do duque Rodolfo e de 14 membros da sua família, e 56 urnas com as vísceras dos Habsburgos enterrados entre 1650 e o século XIX na câmara funerária real.
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