Sucre

A cidade de Sucre fica situada na região administrativa de Chuquisaca, a oriente da cordilheira dos Andes, e estende-se num vale a cerca de 2800 metros de altitude.
É uma das mais antigas cidades da América Latina, fundada em 1538, quando Pizarro impôs a sua autoridade na região sobre o rei de Espanha, Carlos V, na altura habitada por índios Charcas. Ao longo da História, a cidade foi designada de Charcas e La Plata, mas em 1840 passou a ser designada de Sucre, em honra do revolucionário general António José de Sucre, que lutou pela independência da América Latina do domínio espanhol e que se tornou, após a batalha de Ayacucho, em 1825, no primeiro presidente da Bolívia.
A declaração de independência foi assinada a 6 de agosto de 1825 em Sucre, designada capital da Bolívia em 1839. Em 1991, Sucre passou a ser Património Mundial, dado que preserva uma arquitetura típica, com os seus edifícios pintados de branco, como nos tempos coloniais. A cidade mantém um traçado ortogonal, uma praça larga, Plaza del 25 de Mayo, tipicamente espanhola, no centro da cidade histórica. Possui pequenos quarteirões, espaços verdes e várias torres sineiras associadas a edifícios religiosos, geralmente datados do século XVI, período colonial, mas que abrangem vários estilos arquitetónicos, desde o mudéjar, ao gótico, renascentista, barroco ou clássico.
Do repertório histórico e arquitetónico destacam-se 16 estátuas, das quais 12 representam os apóstolos e as restantes quatro representam os santos patronos da cidade, e algumas catedrais, como a Capela da Virgem da Guadalupe, que possuem figuras encrustadas de pedras preciosas como diamantes, pérolas, rubis e esmeraldas.
Em Sucre há também numerosos museus que retratam o passado da cidade e possuem artefactos pré-colombianos, coloniais e pós-coloniais, sendo de destacar o museu Casa de La Libertad, que alberga a Declaração de Independência.
O Tribunal Supremo de Justiça permanece em Sucre, embora os poderes executivo e legislativo tenham passado para La Paz, a capital do país.
Na sua maioria, a população trabalha nos campos ou em pequenas fábricas, dependendo a economia de Sucre fundamentalmente de frutas e de sementes. Típicos da cidade são os mercados de rua, onde as mulheres quechua vendem artesanato, como roupas coloridas, feitas manualmente em lã, e empanadas, frutos frescos e vegetais.
No que se refere às acessibilidades, as conexões rodoviárias e as ligações de caminho de ferro fazem de Sucre um importante centro de comércio.
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