supernova

Assombrosa explosão de uma estrela que aumenta o seu brilho centenas de milhões de vezes em alguns dias.

Estas explosões cataclísmicas libertam energia em extraordinária quantidade, que pode atingir cerca de 10 biliões de vezes a luminosidade do Sol no seu máximo. A supernova assinala, geralmente, a morte de uma estrela de grande densidade.

O nome supernova foi atribuído por Futz Zwicky (1898-1974) e Walter Baade (1893-1960) a novas estrelas encontradas na nossa e outras galáxias. Mais de 300 supernovas foram encontradas noutras galáxias, mas somente seis foram confirmadas na Via Láctea, durante os registos históricos.

Os astrónomos classificam as supernovas em duas categorias, baseados nos seus espetros e na sua luminosidade: as supernovas do tipo I exibem grande luminosidade (cerca de 10 biliões de luminosidades solares) e morrem gradualmente, enquanto as do tipo II têm um máximo de luminosidade mais baixo (cerca de 1 bilião de luminosidades solares) e morrem sempre muito rapidamente.

Estudos de outras galáxias revelaram que as supernovas do tipo II ocorrem associadas a um determinado tipo de estrelas (população I). Em contraste, as supernovas do tipo I ocorrem associadas a dois tipos de estrelas (população I e população II). As estrelas que constituem a População I são mais jovens e ricas em metais e têm uma massa idêntica à do Sol, enquanto as que constituem a população II são mais antigas e pobres em metais e com uma massa superior à do Sol.

Os espetros das supernovas do tipo I e tipo II contêm, ambos, linhas de emissão e absorção que mudam com as propriedades de material ejetado envolvido na explosão. A diferença básica é que o espetro do tipo II mostra grossas linhas de hidrogénio e as do tipo I não. Isto indica que as explosões do tipo I envolvem estrelas que não possuem hidrogénio - corpos que são altamente evoluídos.

O estado dos espetros é o melhor processo para diferenciar o tipo de explosão supernova. O total de energia libertada é aproximadamente igual à que liberta o Sol nos previstos 10 biliões de anos de vida.

A taxa de ocorrência de supernovas numa galáxia em termos de longevidade humana é baixa, mas o elevado número de galáxias visíveis assegura que algumas supernovas podem ser observadas todos os anos, sendo mais frequentes as do tipo II do que as do tipo I.


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