Supertramp

Em 1969, o milionário holandês Stanley August Miesegaes possibilitou a Rick Davies, vocalista e teclista, formar uma banda, oferecendo-se para financiá-la. Rick juntou-se então a Roger Hodgson (baixo e guitarra), Dave Winthrop (saxofone), Richard Palmer (guitarra) e Bob Miller (bateria), para formar os Supertramp. Após dois álbuns de rock progressivo sem sucesso, Supertramp (1970) e Indelibly Stamped (1971), o mecenas holandês retirou-lhes o seu apoio. Enfrentando problemas financeiros, a banda teve então de redefinir a sua sonoridade. Depois de importantes mudanças na sua formação, às quais sobreviveram apenas Davies e Hodgson, o grupo editou o terceiro álbum, Crime of the Century (1974), que apresentou uma evolução marcadamente pop-rock. Este trabalho produziu êxitos como "Dreamer" e "Bloody Well Right".
Ao longo da década de 70, os Supertramp gravaram ainda Crisis? What Crisis? (1975) e Even in the Quietest Moments (1977), trabalhos que confirmaram as teclas e o saxofone como elementos característicos na sonoridade do grupo. Em 1979, o grupo gravou o seu mais importante álbum, Breakfast in America, que incluiu canções como "Goodbye Stranger", "Logical Song" e "Take the Long Way Home", para além o tema-título. Neste álbum, a formação do grupo foi composta por Richard Davies (voz e teclas), Roger Hodgson (voz, teclas e guitarra), John Helliwell (instrumentos de sopro), Dougie Thompson (baixo) e Bob C. Benberg (bateria). No ano seguinte foi editado o registo ao vivo Live in Paris. O ano de 1983 marcou a saída do membro fundador Roger Hodgson, que discordava da orientação do grupo no sentido do rhythm & blues, como se tornou patente em Famous Last Words (1982). O último sucesso com a voz de Hodgson foi "It's Raining Again". Os álbuns seguintes, Brother Where You Beyond (1985) e Free As A Bird (1987), confirmaram o declínio da popularidade dos Supertramp e o fim da sua atividade. Em 1997, o grupo surpreendeu o meio musical ao anunciar o regresso com o trabalho Some Things Never Change.
O regresso inesperado, após 10 anos de ausência, foi uma deceção, uma vez que os Supertramp se mostraram incapazes de, sendo fieis ao seu estilo, escreverem as melodias cativantes que faziam nos anos 80. Ainda assim, o grupo voltou à carga em 2002 com Slow Motion. O disco mereceu críticas mais favoráveis, mas não produziu nenhum êxito imediato, provando que os melhores dias dos Supertramp tinham ficado para trás. Uma nota para referir a coletânea The Very Best Of Supertramp (1992), uma recolha dos temas indispensáveis do grupo.
Em abril de 2002, no decorrer da sua digressão europeia intitulada "One more for the road", Portugal recebeu-os no Pavilhão Atlântico, onde deram dois concertos.
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