teatro

A palavra "teatro" deriva da palavra grega théatron, que significa "lugar onde se vê um espetáculo". No entanto, para além do espaço onde uma peça é interpretada, teatro designa também a própria representação do texto dramático.

Numa sala de teatro, os locais destinados ao público são a plateia, os balcões e a tribuna, sendo esta última frequentemente destinada aos convidados e às personalidades importantes. O estrado onde os atores se movimentam chama-se palco e é aqui que se encontram os diversos cenários e adereços que têm como objetivo recriar o ambiente onde se desenrola a ação dramática, cujo autor é normalmente um dramaturgo, aquele que escreve composições dramáticas ou teatrais.
O espetáculo teatral envolve a intervenção de muitos profissionais. O encenador, um dos mais importantes, coordena as etapas da representação, dirige a peça e ocupa-se das decisões mais importantes. É ele que concebe o espetáculo e não deverá ser confundido com o cenógrafo que tem como função idealizar e realizar os cenários, pintando ou decorando, de forma a enquadrar aquele espaço na ação. Existem ainda outros elementos de suporte à encenação de uma peça, como, por exemplo, os técnicos de som, luz, montagem e manutenção, entre outros.

Os atores, que dão corpo às personagens (principais, secundárias ou figurantes), ensaiam, com a antecedência adequada, o papel que lhes cabe e, nos dias em que sobem ao palco, preparam-se cuidadosamente nos seus camarins antes de entrarem em cena. A caracterização é feita pelos próprios ou pelo caracterizador, enquanto que o guarda-roupa, essencial na contextualização da peça, é preparado pelo figurinista e os adereços são planeados pelo aderecista.

Embora caído em desuso, era habitual, sobretudo no início do século XX, a existência do ponto, um elemento da equipa que, na caixa, cúpula ou mesmo entre os bastidores, ajudava os atores em palco, sussurrando-lhes os textos ou outras indicações importantes para o bom desenvolvimento da peça.

Os géneros teatrais são vários, destacando-se a comédia, o drama, a farsa, a tragédia, a tragicomédia, o melodrama, a revista e o teatro infantil, entre outros. Embora Gil Vicente seja considerado o pai do teatro português, existem inúmeros registos de manifestações desta arte, muito anteriores ao teatro vicentino, classificadas essencialmente em dois grandes grupos: o teatro religioso e o teatro profano.

Datam, por exemplo, da Idade Média, os arremedilhos (imitações burlescas e grotescas de acontecimentos ou de pessoas), os momos (encenações pomposas e alegóricas baseadas principalmente na mímica) e os entremezes (episódios figurativos, de cunho aristocrático, apresentados sobretudo durante os banquetes), três tipos de representações palacianas de intenso carácter jocoso e profano.

Em Portugal existe o Museu Nacional do Teatro, em Lisboa, e a 27 de março comemora-se o Dia Mundial do Teatro.
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