Tempo Presente

"Revista portuguesa de cultura" publicada entre 1959 e 1961, dirigida por Fernando Guedes, com um conselho de redação constituído por António José de Brito, António Manuel Couto Viana, Caetano de Melo Beirão e Goulart Nogueira, marcada por uma tendência doutrinária de teor reacionário e acusada de porta-voz de uma "arte fascista". Inclui rubricas como "Ensaios e Poesia", "Teatro", "Tempo Presente" (reflexão sobre as orientações da revista, assinada por diferentes elementos da redação) ou "A Besta Esfolada" (artigos de polémica, série de comentários e de respostas a acusações formuladas contra a revista). Justificando a sua designação, Tempo Presente apostou literariamente numa estética de modernidade, consagrando autores modernistas e futuristas portugueses como Ângelo de Lima, Almada-Negreiros, Raul Leal, Armando Côrtes-Rodrigues, Mário Saa, divulgando textos de Ezra Pound, Eliot, D. H. Lawrence, Hilda Doolitle, Joyce, Ionesco, Beckett ou difundindo a experiência concretista brasileira. É assim que, logo no n.° 1, depois de um artigo assinado por António José de Brito, intitulado "Personalismo, transpersonalismo e suprapersonalismo", a redação subscreve o texto "Poesia Concreta", defendendo a seriedade do movimento concretista e enunciando os seus princípios e modelos. Nesta publicação colaboram ainda nomes que tinham estado ligados às revistas Távola Redonda e Graal, como António Manuel Couto Viana, Fernando Guedes, Fernando de Paços, Maria Manuela Couto Viana, Fernanda Botelho, Luiz de Macedo, Cabral do Nascimento, Tomás Kim, José Blanc de Portugal, José António Ribeiro, Nuno de Sampayo, António Salvado, Eduíno de Jesus ou Natércia Freire.
Como referenciar: Tempo Presente in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-10 05:23:48]. Disponível na Internet: