Teodora

Mulher do imperador Justiniano I (com o qual se casou sendo este ainda príncipe) e sua conselheira, começou a reinar como imperatriz no ano 527. As fontes conhecidas sobre a vida da imperatriz Teodora, entre as quais se contam os relatos de Procópio de Cesareia (século VI), contam como aconteceu a sua ascensão ao trono real, não obstante ter tido um humilde nascimento por volta do ano 500 em alguma localidade da Síria ou do Chipre (segundo o que os historiadores conseguiram apurar). De facto, crê-se que seria filha de uma atriz, profissão marginalizada e menosprezada, e de um domador de ursos do Hipódromo de Constantinopla chamado Acácio. Teodora tornou-se atriz, na esteira dos passos da sua mãe, e conheceu o imperador Justiniano I já depois de terem passado os anos mais intensos como atriz. Consta que teria um carácter fogoso e que era dotada de uma grande inteligência e de ainda maior beleza. Uma vez no trono fez questão de intervir no governo e tomou medidas importantes tanto no âmbito social (proibiu a existência de bordéis, onde as raparigas dos mais baixos estratos eram forçadas a prostituir-se, e expulsou os donos dos mesmos da cidade de Bizâncio) como no político, diplomático e religioso. Criou igualmente uma casa para recolher pecadoras que se tivessem arrependido. Ficou célebre um episódio protagonizado pela imperatriz Teodora, no qual se recusou a abandonar o palácio real quando todos os demais (incluindo o seu marido) fugiam da invasão dos insurretos da chamada Revolta de Nika (532). Deste modo, conseguiu garantir a sua permanência no trono, assim como a do imperador. A imperatriz tendia religiosamente para o monofisismo, pelo que a ortodoxia de que o imperador era partidário perdeu força em favor dos monofisitas. Destes, alguns dos que usufruíram dos favores imperiais foram o patriarca Antímio, Severo de Antioquia e Jacob Barai.
Uma das representações mais conhecidas desta imperatriz foi elaborada com mosaicos na igreja de São Vital de Ravena (Itália).
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