Teodoro I

Papa grego, originário de Jerusalém, era filho de um bispo grego e foi discípulo de Sofrónio. O seu papado teve início a 24 de novembro de 642 e terminou a 14 de maio de 649.
Tendo fugido dos muçulmanos, como muitos outros, para Roma, dedicou uma atenção especial ao problema da invasão. Assim, enviou Estêvão de Dor ao Egito para preparar a Igreja e recebeu todos os fugitivos de terras do Oriente. Este papa censurou ao imperador Constante II, sucessor de Heráclio, a prática do monotelismo. O imperador emitiu então um decreto, o Typo, onde declarava que se deveria seguir a doutrina estabelecida nos cinco concílios que até aí se tinham realizado, não tendo o legado do papa em Constantinopla aceite este documento porque nele o imperador se arrogava o mesmo poder em questões de doutrina que o pontífice romano. Teodoro entretanto faleceu e não se chegou a manifestar.
A devoção à Virgem Maria foi grandemente impulsionada por este papa, que instituiu a festa da Purificação a 2 de maio.
Outras das suas medidas foi a transformação da abadia de Bobbio num dos mais importantes centros religiosos.
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