Teresa Tarouca

Fadista, Tereza de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva nasceu a 4 de janeiro de 1947, em Lisboa. É uma das grandes representantes do chamado fado aristocrático e um dos primeiros nomes a serem apontados como sucessora de Amália Rodrigues. Bisneta dos Condes de Tarouca, prima de Maria Teresa de Noronha e de Frei Hermano da Câmara, cresceu num ambiente musical, no seio de uma família de posses. Parte da infância passou-a numa quinta em Torres Vedras. Mas a família possuía outras propriedades, como uma outra quinta em Ponte de Lima, cujo ambiente a marcou.
Começou a cantar desde muito cedo, influenciada por Amália Rodrigues e Maria Teresa de Noronha. A sua primeira apresentação em público aconteceu, com apenas 13 anos, no Salão dos Bombeiros de Oeiras. De seguida foi entrevistada no Rádio Clube Português e cantou na televisão. Na altura, sabia apenas um tema, pelo que teve que alargar rapidamente o reportório. Uma grande ajuda foi a de Pedro Homem de Mello que, ao longo do tempo, escreveu-lhe dezenas de letras, numa profícua relação artística. Aos 15 anos, assinou um contrato com a RCA e gravou o seu primeiro disco. E três anos depois recebeu o prémio da Casa da Imprensa. Teresa Tarouca começou assim por ser uma menina-prodígio.
Tardou no entanto em profissionalizar-se. Só o fez de resto, após alguns concertos no Casino da Figueira, por exigência dos produtores. Aos poucos, a sua voz ganhou fama em Portugal. E foi cantando no estrangeiro, em países como Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Dinamarca e Brasil. E também em casas de fados, de que se destaca o Novita, propriedade de Nuno da Câmara Pereira. O ritmo da sua carreira artística foi abrandando e na década de 90 praticamente se retirou. No entanto, nunca deixou de cantar.
Da sua discografia, destaca-se o álbum Teresa Tarouca canta Pedro Homem de Mello (1989), totalmente composto por poemas deste autor, assim como as coletâneas Clássicos da Renascença (2000, Movieplay), O Melhor dos Melhores (1994, Movieplay) e Temas de Ouro da Música Popular (1993, Universal). Na sua voz tornaram-se célebres temas como "Mulher amor" (António Chainho, Lima Brummon), "Portugal triste" (Lima Brummon), "Esta gente" (Lima Brummon, Sophia de Mello Breyner) ou "Anda comigo, vou falar de esperança" (Lima Brummon, João Apolinário).
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