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Terra e Azul
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Volume póstumo de Manuel Duarte de Almeida prefaciado por Ricardo Jorge, que inclui muitas poesias dispersas por jornais e revistas, bem como as "Estâncias ao Infante D. Henrique" e a "Elegia panteísta a uma mosca morta", publicadas em 1889, e ainda "Vae victoribus! (Anátema à Inglaterra)", publicada em 1890, no ano do Ultimato inglês.
Nas composições, predomina o lirismo amoroso ("Eterno feminino...", "Francesca e Paolo", "Amor"), com laivos de erotismo e de sensualidade ("Cabelos", "Vénus do asfalto").

A temática social emerge em poemas como "Pelos pobres" e "Pro sancta luce", onde o poeta defende a instrução popular.
A coletânea inclui o soneto "Aromatografia", de 1872, porventura o poema mais célebre do autor, onde perpassam notações impressionistas e imagens pré-simbolistas, com realce para as sinestesias e as aproximações fonéticas e semânticas: "Perfumes na paleta, em vez de tintas, pondo,/ Derramara o beijoim no teu seio redondo;/ Nos lábios a mordente escalonia; no olhar// A magnólia, que lembra um antártico mar;/ E a rajada do sul, impregnada de aromas,/ Pintara o turbilhão das tuas negras comas.

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Como referenciar
Terra e Azul na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$terra-e-azul [visualizado em 2026-06-08 21:20:23].

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