territorialidade

A territorialidade refere-se aos indivíduos ou grupos de indivíduos, tais como as alcateias de lobos, que defendem o território contra a invasão de indivíduos da mesma espécie. Por exemplo, os machos de muitas espécies de aves marcam um território para o período em que fazem ninho. O seu canto tem por função avisar outros machos para se manterem distantes. Os machos de muitos mamíferos carnívoros, incluindo os cães, marcam o seu território localizando-o com marcas de urina, cujo cheiro avisa os outros para se manterem afastados.
A manifestação de territorialidade é um comportamento que ocorre numa sequência ritual: advertência do direito de propriedade, depois ameaça e finalmente combate. Em geral, a advertência ou a ameaça resolve o desafio e elimina o combate.
Uma advertência é um sinal de que a área está ocupada e pode ser defendida. O canto das aves, o grilar dos grilos, são advertências, assim como os cheiros de óleos e urina animais. A ameaça traduz-se numa postura específica, muitas vezes combinada com outros comportamentos, que fazem o animal parecer ser maior do que é. As aves eriçam as penas, os animais os pelos, e as rãs enchem os seus pulmões de ar. A ameaça pode ser acompanhada por vocalização e corridas na direção do intruso.
A advertência e as ameaças procuram intimidar o intruso e a agressão leva à luta. Esta também é ritualizada e raramente leva à morte. Logo que o resultado é apercebido, o perdedor expõe uma zona vulnerável do seu corpo ou inicia comportamentos juvenis. Estes comportamentos apaziguam o vencedor, permitindo que o perdedor viva na área sem futuras agressões. A agressão ritualizada economiza energia e reduz a hipótese de ferimentos graves ou de morte.
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