The Byrds

A origem dos The Byrds remonta ao ano de 1964, quando Gene Clark (n. 17-11-44) propôs a Roger Mcguinn (n. 13-07-42) a formação de um projeto ao estilo de Peter & Gordon. David Crosby (n. 14-08-41) logo se lhes juntou e gravaram uma maqueta sob a designação de Jet Set. Os três tinham já larga experiência de grupos folk-rock e dos espetáculos acústicos em bares, sendo largamente inspirados pelos Beatles e Bob Dylan. Mcguinn tinha acompanhado vários grupos, entre os quais os The Limelighters, o The Chad Mitchell Trio e Judy Collins. Gene Clark e David Crosby eram músicos folk que percorriam o circuito da costa oeste. Pouco tempo depois, e utilizando a designação de Beefeaters, lançaram o single "Please Let Me Love You" pela editora Electra, o qual, sendo um fracasso de vendas, mostrou já uma sonoridade próxima do folk-rock que iria invadir o panorama musical pouco tempos depois.
Depois de alterarem o nome para The Byrds, incorporaram no grupo o baterista Michael Clarke (n. 03-06-46) e o baixista e tocador de mandolim Chris Hillman (n. 04-12-44), também eles músicos experimentados no circuito rock. No seu início, o grupo lutou contra a falta de equipamento. Clarke chegou mesmo a ensaiar com caixas de cartão.
Em junho de 1965, lançaram o single de estreia "Mr. Tambourine Man", um original de Bob Dylan ao qual retiraram alguns versos e acrescentaram a guitarra de 12 cordas para obterem o primeiro grande êxito do folk-rock. Ficou desde logo patente o estilo próprio do grupo, alicerçado nas harmonias vocais de McGuinn, Clark e Crosby e na guitarra de 12 cordas de McGuinn. No mesmo ano, o grupo foi nomeado para um Grammy na categoria de Melhor Revelação. O seu álbum de estreia, Mr. Tambourine Man (1965) incluiu interpretações de temas de Bob Dylan e Pete Seeger e originais compostos por Gene Clark. Seguiu-se o single "All I Really Want To Do", outro original de Bob Dylan, mas foi com a sua versão de "Turn! Turn! Turn!", de Pete Seeger, que voltaram ao primeiro lugar das tabelas de vendas. Seguiu-se o álbum com o mesmo título.
Em maio de 1966, lançaram o single "Eight Miles High", que representou o nascimento do psicadelismo e foi banido por muitas estações de rádio pelas alegadas referências ao uso de drogas. Algum tempo após a edição deste disco, o principal compositor e co-vocalista (com McGuinn), Gene Clark, abandonou o grupo. Por esta altura, os The Byrds deixaram de constituir a principal concorrência dos Beatles nas tabelas de vendas.
O terceiro álbum, Fifth Dimension (1966), abriu as portas ao psicadelismo, nomeadamente através de faixas como "I See You", "Fifth Dimension" e "John Riley". Younger Than Yesterday surgiu em 1967 e incluiu temas como "So You Want To Be A Rock 'n' Roll Star" e "My Back Pages" (mais um original de Dylan). Após a edição deste álbum, o grupo sofreu algumas convulsões. David Crosby já não surgiu na capa de The Notorious Byrd Brothers (1967) e Michael Clarke saiu também pouco depois. Gene Clark chegou a regressar, mas após algumas semanas voltou a abandonar o grupo.
Apesar da diminuição de vendas, os The Byrds prosseguiram o seu caminho. Hillman e McGuinn foram capazes de reconstruir o grupo em 1968. Para as teclas entrou Gram Parsons, músico cuja influência se revelou determinante na evolução da banda para uma sonoridade mais country. Com a entrada do novo baterista, Kevin Kelly, o quarteto gravou o álbum Sweetheart Of The Rodeo (1968), o primeiro álbum country-rock da história da música. Este trabalho marcou o fim da sonoridade clássica dos The Byrds do período 1965-1968. O principal responsável por esta "revolução", Gram Parsons, deixou o grupo seis meses depois da edição de Sweetheart Of The Rodeo, em protesto contra a decisão de efetuar uma digressão à África do Sul.
No final da viagem ao continente africano, Hillman deixou o grupo para formar, com Parsons, os Flying Burrito Brothers. Embora sem o sucesso anterior, McGuinn manteve os The Byrds em atividade por mais cinco anos, recorrendo aos músicos Clarence White (guitarra), John York (baixo) e Gene Parsons (bateria). Com esta formação, a banda gravou os álbuns Dr. Byrds And Mr. Hyde e Ballad Of Easy Rider, após os quais Skip Battin substituiu John York. Deste período, destacaram-se temas como "Chestnut Mare", "Tiffany Queen", "Jesus Is Just Alright", "Well Come Back Home", Citizen Kane" e "Drug Store Truck Drivin' Man", entre outros.
Na década de 70, gravaram os álbuns Untitled (1970), Byrdmaniax (1971) e Farther Along (1972), após os quais Roger McGuinn encerrou a atividade do grupo. A queda dos The Byrds coincidiu com a ascensão dos projetos dos seus ex-membros. David Crosby atingia o estrelato com os Crosby, Stills, Nash & Young. Hillman, Parsons e Clarke solidificavam o projeto Flying Burrito Brothers. Gene Clark gravava álbuns country elogiados pela crítica.
Clarence White viria a falecer em 1973, vítima de atropelamento. No mesmo ano, Gram Parsons morria vítima de abuso de drogas.
Em 1973, o quinteto original (McGuinn, Crosby, Clark, Hillman e Clarke) voltou a juntar-se para a gravação de um álbum homónimo. Nos anos 80, Crosby enfrentou problemas com a droga, enquanto Hillman atingiu algum êxito com a Desert Rose Band. Durante algum tempo, os músicos entraram numa disputa sobre quem detinha o direito da designação "The Byrds". Michael Clarke chegou a fazer uma digressão sob essa designação, mas sem qualquer músico original da banda.
Em 1989, McGuinn, Hillman e Crosby reuniram-se para atuarem sob a designação The Byrds e gravaram quatro temas novos para uma caixa de compilação lançada em 1990.
Em 1991, o grupo foi induzido ao Rock 'n' Roll Hall Of Fame. Em maio, Gene Clark morreu, o mesmo sucedendo com Michael Clarke, em 1993.
O trabalho dos The Byrds pode ser apreciado na compilação The Byrds' Greatest Hits, lançada em 1999.
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