The Cure

Bâton borratado nos lábios, olhos com sombra negra carregada, cabelo eriçado e despenteado e sapatilhas desapertadas: eis a imagem de Robert James Smith, fundador, compositor e voz de um dos mais importantes grupos emergidos da era pós-punk britânica de finais dos anos 70. Das ambiências góticas e sombrias até ao pop mais despretensioso, os "The Cure" reinventaram-se a si mesmos ao longo de uma carreira de sucessos.
Originários de Crawley, Sussex (Reino Unido), começaram por chamar-se Easy Cure, tendo, em 1978, abreviado para apenas The Cure.
Em 1979, editaram o seu primeiro álbum Three Imaginary Boys, precedido do single "Killing An Arab" (1978). Seguiram-se-lhe os singles "Boys Don't Cry", um clássico do grupo, e "Jumping Someone Else's Train". A digressão de promoção de Three Imaginary Boys originou uma colaboração estreita com o grupo Siouxsie And The Banshees, do qual Rober Smith chegou a fazer parte como guitarrista, paralelamente à sua atividade nos The Cure. Os álbuns seguintes confirmaram a boa aceitação que o trabalho de estreia obtivera: Boys Don't Cry (1980), Seventeen Seconds (1980), que já não contou com Michael Dempsey, substituído por Simon Gallup no baixo, Faith (1981), Pornography (1982), Japanese Whispers (1983) e The Top (1984). Do conjunto destes trabalhos destacaram-se os seguintes singles: "A Forest" (1980), "Primary" (1981), "The Hanging Garden" (1982), "Let's Go To Bed" (1982), "The Lovecats" (1983) e "The Caterpillar" (1984).
Em meados da década de 80, a formação do grupo era composta por Robert Smith, voz e guitarra, Laurence Tolhurst, teclas, Simon Gallup, baixo, Porl Thompson, guitarra, e Boris Williams, bateria.
Em 1985, surgiu Head On The Door, um álbum inesperadamente pop, que marcou a diferença em relação à atmosfera sombria e fria que caracterizara os trabalhos anteriores. Dele saíram êxitos como "In Between Days", "Close To Me" ou "A Night Like This".
Os álbuns que fecharam a década de 80 confirmaram os The Cure como um grupo de sucesso à escala mundial: os singles "Standing On A Beach" (1986), "Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me" (1987), e Disintegration (1989). "Why Can't I Be You" (1987), "Catch" (1987), "Just Like Heaven" (1987), "Lullaby" (1989), "Lovesong" (1989) e "Pictures Of You" (1990) foram alguns dos temas mais representativos deste período.
Em 1991, os BRIT Awards consideraram-nos o Melhor Grupo Britânico.
Precedido de Mixed Up (1990), conjunto de remisturas de temas antigos, foi lançado, em 1992, Wish, outro sucesso de vendas, que incluiu "High", "Friday, I'm In Love" e "Letter To Elise".
Quatro anos passaram até à edição de Wild Mood Swings (1996), que antecedeu Galore (1997), a segunda compilação de singles do grupo.
A história dos The Cure é também a história dos seu vídeos. "Close To Me" e "Lullaby" são, entre outros, momentos altos de realização pela mão de Tim Pope. Em 1990, "Lullaby" ganhou o BRIT Award para Melhor Vídeo.
Ao longo da sua carreira, tocaram versões de outros grupos, como por exemplo, "Wild Thing" dos Troggs, "Hello, I Love You" dos Doors ou "Young Americans" de David Bowie. Outros grupos recriaram temas seus como os Dinosaur Jr em "Just Like Heaven" ou os Smashing Pumpkins em "A Night Like This".
Editaram quatro registos ao vivo: Concert: The Cure, Live (1984), Entreat (1991), Show (1993) e Paris (1993).
Atuaram em Portugal a 9 de julho de 1995, no Festival Super Bock Super Rock, em Lisboa, e a 8 de julho de 1998, no Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar, em Odemira.
No ano de 1996, chegou às lojas Wild Mood Swings, um disco surpreendente, marcado por incursões a outro tipo de ambientes sonoros. Os singles "Mint Car" e "The 13th" tiveram uma boa aceitação comercial.
Quatro anos depois, os The Cure retornaram ao seu som característico, produzindo o clássico Bloodflowers (2000), alegadamente a terceira parte de uma trilogia começada com Pornography (1982) e continuada com Disintegration.(1989). O single "Maybe Someday" ajudou a trazer o disco a uma presença razoável nas tabelas de vendas.
Em junho de 2004, chegaria às lojas o álbum Cure.
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