The Smiths

Banda rock inglesa, formada em Manchester por Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce, no ano de 1982. Estrearam-se ao vivo no final do ano e na primavera seguinte já tinham conquistado uma pequena, mas fiel, legião de fãs em Manchester, cidade de onde são provenientes. Seguiram-se concertos em Londres, bem como a assinatura de um contrato com a editora Rough Trade.
As controvérsias despoletadas pela má interpretação das letras irónicas da banda começaram com o single "Reel Around the Fountain", no qual os músicos, aparentemente, incitavam à desculpabilização dos maus tratos de que muitas crianças são vítimas. Esclarecido o mal-entendido, o primeiro álbum da banda (homónimo) foi editado em 1984 e, para além de ter triunfado nas tabelas de vendas, foi alvo de apreciações muito positivas por parte da crítica especializada. Com "Heaven Knows I'm Miserable Now", a banda voltou a dar que falar devido ao lado B do single, intitulado "Suffer Little Children", que abordava o escândalo de um assassinato ocorrido nos Estados Unidos.
A má interpretação das palavras dos Smiths voltou a acontecer com a edição de "Panic", tema acusado de incitações racistas ao incluir frases como "Burn down the disco" ou "Hang the DJ". Em 1987, os Smiths atingiam o auge da sua popularidade com os singles "Shoplifters of the World" e "Sheila Take a Bow". No entanto, foi nesse ano que as desavenças entre Marr e Morrissey se acentuaram, tendo o primeiro anunciado a sua intenção de deixar a banda algumas semanas antes da edição de "Strangeways, Here we Come". Morrissey, por sua vez, também deixou o grupo pouco tempo depois e iniciou uma carreira a solo em 1988. Em 1991, Joyce e Rourke processaram Marr e Morrissey, alegando receberem apenas 10% dos lucros da banda contra os 40% dos outros.

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