Theo Van Gogh

Realizador holandês, nasceu a 23 de julho de 1957, em Haia, tendo morrido assassinado a tiro a 2 de novembro de 2004, em Amesterdão.
Theo começou por ser conhecido por ter como nome de família Van Gogh, já que era bisneto de um irmão do pintor Vincent Van Gogh.
Chegou a estudar Direito, mas abandonou a universidade para se dedicar à arte, tendo começado por ser diretor de palco. A estreia no cinema aconteceu aos 24 anos, quando realizou Luger. O reconhecimento pelo seu trabalho como realizador surgiu apenas em 1996, com o filme Blind Date que ganhou o principal prémio de cinema holandês, o Goulden Calf. Repetiu o feito no ano seguinte com In Het Belang van de Staat. Paralelamente, também trabalhou como ator em De Noorderlingen, de 1992, assim como em produções televisivas.
Destacou-se ainda na escrita de crónicas polémicas na imprensa holandesa onde assumiu o seu criticismo ao Islão, especialmente após os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América. Também escreveu artigos violentos contra os judeus, o que transformou Theo Van Gogh numa figura bastante polémica. Era também defensor da abolição da monarquia na Holanda.
Em 2004, escreveu em parceria com a deputada de ascendência somali Ayaan Hirsi Ali o argumento de uma curta-metragem intitulada Submission. Depois realizou o filme que abordava a violência sobre as mulheres nas sociedades islâmicas. A partir dessa altura, tanto Theo como a deputada receberem diversas ameaças de morte.
Theo Van Gogh acabou por ser assassinado a tiro a 2 de novembro de 2004. No seu corpo foi espetada uma faca que prendia um bilhete com ameaças aos governos ocidentais, aos judeus e a Hirsi Ali. O assassino era um extremista muçulmano, de dupla nacionalidade, holandesa e marroquina.
Aquando da sua morte, Theo Van Gogh estava a realizar um filme intitulado 0605 sobre o assassinato do político holandês Pim Fortuyn, do qual tinha sido apoiante. O filme estreou na internet em dezembro de 2004.
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