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Era a divinização da fortuna ou, quando muito, do acaso, correspondendo, entre os Gregos, à deusa da Fortuna dos Romanos.
Simbolizava o acaso, benfazejo ou malfazejo, a boa ou má sorte dos destinos humanos. Absorveu várias divindades, como Ísis, originando, no período do império romano, Isítique, o poder, a meia-Providência, o meio-Acaso que governam o mundo.

Para se estar sob a sua proteção, todas as cidades construíam em sua honra um templo e lhe dedicavam uma estátua. Era representada quase sempre com traços de mulher imponente e poderosa, com a cabeça encimada por uma coroa. Surge muitas vezes cega, de olhos vendados, com uma coroa de torres. A ela estavam relacionados vários atributos, como a cornucópia (o corno da abundância), a roda ou o leme, que se orientavam em direção a destinos incertos, nefastos ou fastos.

A sua genealogia é incerta e variável, pois não possuía um mito (não faz parte, de facto, da mitologia) e não era mais do que uma abstração. Por exemplo, se Homero nunca a cita nos seus Poemas, já Hesíodo a refere como uma Oceânide, enquanto que Píndaro a dá como filha de Zeus, outros ainda lhe dão como mãe Tétis. Todavia, a sua popularidade foi sempre grande, atingindo o auge entre os Romanos ou no tempo de Alexandre e seus sucessores, o chamado período helenístico.

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Tique na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$tique [visualizado em 2026-06-06 08:22:06].

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