Tito Puente

Percussionista americano, Ernest Anthony Puente nasceu a 20 de abril de 1923, em Nova Iorque (E.U.A.). Filho de emigrantes porto-riquenhos, a sua infância foi vivida em East Harlem e, embora tivesse nacionalidade americana, o jovem Tito nunca esqueceu as suas raízes, ouvindo música cubana e orquestras jazz. Ainda em idade miúda, Tito teve aulas de piano, de bateria e até mesmo de dança, algo de que muito se orgulhava por acreditar que a ligação do corpo à dança lhe havia enriquecido o sentido de ritmo. A primeira aparição como percussionista seria numa banda chamada Los Happy Boys mas a crua ironia da vida faria da Segunda Guerra Mundial a sua grande oportunidade musical. Integrado no serviço militar, o baterista da banda Machito, um agrupamento famoso no início da década de 40, deixaria um lugar em aberto. Tito viria a substituí-lo e causou uma impressão tão positiva que, segundo se diz, os timbales - instrumento que tinha aprendido a dominar - assumiram o protagonismo central da orquestra. Tocando o instrumento de pé, ao contrário do que era comum, Tito partilhava o seu entusiasmo delirante com o público. Essa postura haveria de se tornar a sua imagem de marca.
Graduado pela afamada escola Julliard, o seu percurso artístico influenciou decisivamente o desenvolvimento da música latina, até ao ponto de serem lecionadas aulas especiais nos conservatórios sobre a sua forma de tocar. Do rol de prémios e distinções destacam-se os sete Grammy, as sucessivas condecorações presidenciais pelos serviços prestados à música latina e pelo seu labor educativo. A esse propósito, fundaria, com Joe Conzo e Robert Rodriguez, a "Tito Puente Scholarship Foundation", com o objetivo de oferecer bolsas de estudo a jovens talentos.
Em 1997, Tito gravou "50 Years Of Swing" uma compilação dos seus principais êxitos, simultaneamente uma celebração dos seus cinquenta anos de carreira. Seria também acrescentado ao Hall Of Fame do jazz mundial, ao lado de grandes nomes como Nat King Cole, Miles Davis, Ray Charles e Anita O'Day, por exemplo. É nesse contexto que tem a sua última atuação em público, com a orquestra sinfónica de Porto Rico. Posteriomente, é-lhe detetada uma arritmia cardíaca. O seu corpo não resistiria à cirurgia de correção da doença, a 1 de junho 2000, num hospital de Nova Iorque. Perecia um dos símbolos mais amados do jazz latino.
Como referenciar: Tito Puente in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-05-26 10:09:01]. Disponível na Internet: