Toshihide Maskawa

Físico japonês, Toshihide Maskawa nasceu a 7 de fevereiro de 1940, em Aichi Prefecture. Formou-se em Física, em 1962, na Universidade de Nagoya e, em 1967, doutorou-se na mesma área e na mesma universidade. Trabalha no Yukama Institute for Theoretical Physics, na Universidade do Quioto, onde também é professor.
Em 1972, depois de diversas pesquisas, Makoto Kobayashi e o cientista Toshihide Maskawa publicaram um artigo sobre a quebra espontânea de simetria entre matéria e antimatéria, na altura do Big Bang. Os cientistas explicaram esta quebra de simetria de acordo com o modelo-padrão da Física, mas consideraram que para que tal tivesse acontecido deveriam existir pelo menos três famílias de quarks (partículas elementares constituintes dos protões e neutrões) na Natureza. Na época, eram conhecidos apenas três tipos de quarks, mas estes cientistas previram a existência de seis tipos (que constituiriam, então, as supostas três famílias indicadas). Os quarks, cuja existência foi prevista por Kobayashi e Maskawa em 1972, permaneceram desconhecidos e só apareceram no decorrer de experiências de Física muitos anos depois. Em 2001, quer o detetor de partículas Babar, situado em Stanford (EUA), quer o Belle, situado em Tsukuba (Japão), detetaram quebras espontâneas de simetria, mas independentemente um do outro, que comprovam a existência de mais quarks para além dos que se suponha. Este resultados coincidem com o que Kobayashi e Maskawa previram cerca de três décadas antes. Estes cientistas postularam que teriam de existir mais partículas elementares do que as que eram conhecidas na altura e o tempo provou que estavam certos.
Em 2008, Toshihide Maskawa foi distinguido, em conjunto com Makoto Kobayashi, com o Prémio Nobel da Física, pela descoberta de pelo menos três famílias de quarks na Natureza. Esta descoberta deu continuidade à descoberta do princípio da quebra espontânea de simetria do cientista Yochiro Nambu, com quem partilharam o prémio Nobel.

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