Tratado de Troyes

Tratado imposto a Carlos VI e Isabel da Baviera por uma aliança entre ingleses e o partido "borgonhês". Foi basicamente motivado pela traição de Isabel da Baviera que procurou, ao mesmo tempo, satisfazer a sua cupidez pessoal, a afeição que tinha pela sua filha Catarina e, por fim, demonstrar a sua hostilidade para com o delfim Carlos.
O Tratado foi a consequência da derrota francesa de Azincourt e do assassinato de João Sem Medo, senhor da Borgonha, em Montereau. Por essa altura, relembre-se, os ingleses tinham conseguido alcançar uma série de vitórias militares particularmente importantes; Azincourt culminou uma dinâmica de vitória de que são testemunho as ocupações de Harfleur, Paris, o norte do Loire e o cerco de Orleães.
Os preliminares deste ato diplomático foram aprovados pelo Parlamento, a Câmara de contas (isto é, pelo Tesouro), pelos prebostes e a Comuna de Paris; ou seja, todos estes corpos sócio-políticos eram partidários da fação borgonhesa. Os termos do Tratado foram assinados em Troyes a 21 de maio de 1420.
De acordo com ele, a coroa de França era concedida a Henrique V que se tornou assim regente de França; e, para que este assumisse o trono só teria de esperar pela morte de Carlos VI, e a partir desse momento, recebia automaticamente o direito de exercer o poder. O rei da Inglaterra desposava Catarina, a filha de Isabel da Baviera. Os Estados Gerais ratificaram meses depois o Tratado, o mais desonroso dos tratados assinado por qualquer governo francês, segundo a opinião de muitos historiadores nacionalistas. A morte inesperada de Henrique V em 1422 impediu maiores males para os franceses e os ingleses não chegaram a tomar posse efetiva da Coroa.
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