tribos romanas

As tribos constituíram uma organização política e administrativa romana, tendo chegado a atingir o número de trinta e cinco. Contudo, no início da história de Roma a tribo era uma das três estirpes de que os cidadãos romanos eram originários: a Tities, a Luceres e a Ramnes. E entre os Umbros italianos, por exemplo, a palavra trifu designava a totalidade do seu povo e não com divisões do mesmo. Conta a tradição que com o rei Sérvio Túlio, no século VI a. C., o termo "tribo" passou a designar as divisões rurais e as urbanas da cidade de Roma, as quais incluíam o povo, as pessoas mais pobres e que não possuíam destaque por nascimento. Assim, constituíram-se dezasseis tribos rústicas (cujo número aumentou para trinta e cinco até 241 a. C., devido à expansão territorial romana) e quatro urbanas (Roma). As trinta e cinco tribos romanas tinham os seguintes nomes: Aemilia, Aniensis, Arnesis, Camilia, Claudia, Clustumina, Collina, Cornelia, Esquilina, Fabia, Falerna, Galeria, Horatia, Lemonia, Maecia, Menenia, Oufentina, Palatina, Papiria, Pollia, Pomptina, Publilia, Pupinia, Quirina, Romilia, Sabatina, Scptia, Sergia, Stellatina, Suburana, Terentina, Tromentina, Velina, Voltina e Voturia. O chefe de cada uma denominava-se curator tribus e nelas havia magistrados com diversas funções, como o tribunus aerarii, que, no seio de cada uma das tribos, se encarregava da gestão financeira (pagamento aos soldados, cobrança de impostos, etc.) e recrutava os soldados que integrariam as legiões. O sistema de votação praticado pelas tribos era levado a cabo da seguinte forma: voto individual de todos os membros, sendo estes votos contados pela tribo que, de seguida, emitia um voto único, baseado na maioria dos votos individuais.
O facto de se pertencer a uma tribo rural não implicava residência obrigatória fora da cidade de Roma, visto que, com o passar do tempo, estas divisões passaram a indicar mais a pertença à cidadania romana que a unidades territoriais.
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