Trygve Halvdan Lie

Político norueguês, Trygve Halvdan Lie nasceu a 16 de julho de 1896, em Oslo, e morreu a 30 de dezembro de 1968. Ainda muito jovem, em 1911, aderiu ao Partido Trabalhista norueguês, através do seu organismo para a juventude.
Aos 23 anos, licenciou-se em Direito na Universidade de Oslo, tendo casado dois anos mais tarde. No ano em que se licenciou, 1919, tornou-se assistente do secretário-geral do Partido Trabalhista, cargo que desempenhou até 1922. A partir de então, passou a conselheiro legal da Federação da União dos Sindicatos Noruegueses, cargo onde se manteve até 1935. Entretanto, em 1926 havia tomado posse como secretário executivo dos trabalhistas.
Quando o Partido Trabalhista formou governo na Noruega em 1935 Trygve Halvdan Lie tornou-se ministro da Justiça, função que desempenhou até 1939. Entre julho e setembro desse ano foi ministro do Comércio e Indústria, mas como o início da Segunda Guerra Mundial passou a ministro dos Mantimentos e da Navegação. Foi nesse cargo que conseguiu levar a que a frota marítima norueguesa passasse para as mãos dos Aliados, já depois da ocupação da Noruega pelos alemães em abril de 1940. Em junho desse ano partiu para Londres, onde viria a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega no exílio. Após o final da guerra voltou a ser eleito deputado no parlamento norueguês, como já tinha acontecido nove anos antes. Veio a ser novamente nomeado ministro do Negócios Estrangeiros, desta vez num governo interino de coligação. Quando, ainda em 1945, foi redigida a Carta das Nações Unidas, Trygve Halvdan Lie chefiou a representação norueguesa na conferência de São Francisco, nos Estados Unidos da América. Foi ele quem presidiu à comissão encarregue de redigir o capítulo da Carta relativo ao Conselho de Segurança.
Em janeiro de 1946 presidiu em Londres à delegação norueguesa presente à primeira sessão da Assembleia-geral das Nações Unidas. A 1 de fevereiro seguinte acabou por ser eleito o primeiro secretário-geral das Nações Unidas. O mandato durou até 1951, mas a Assembleia-geral decidiu prolongá-lo por mais três anos. Contudo, ele acabou por se demitir do cargo em novembro de 1952, tendo sido substituído pelo sueco Dag Hammarskjold. Mesmo assim, manteve-se ligado à ONU, nomeadamente como mediador de conflitos internacionais.
Já na década seguinte, em 1963, Lie regressou às lides políticas na Noruega e assegurou o Ministério da Indústria. Em 1964 e 1965 ficou com a pasta do Comércio.
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