Tshombé

Político congolês, de nome completo Moisés Kapenda Tshombé, nascido a 10 de novembro de 1919, em Musumba (Catanga), e falecido a 26 de junho de 1969, em Argel. Tshombé foi educado por metodistas norte-americanos, tendo tomado conta dos negócios paternos em 1951. Nesta mesma data tornou-se Presidente da Câmara de Comércio de Elisabethville. No ano seguinte foi nomeado Presidente da Federação das Associações Mútuas da Lunda, núcleo da Confederação das Associações da Katanga, que surgiu em 1959 e da qual foi presidente.
Aquando da proclamação da independência do Congo Belga (atual Congo), em 1960, Tshombé declara a secessão da província do Catanga (província da parte meridional do ex-Congo Belga), tornando-se presidente da República. No ano seguinte, em dezembro, forças da ONU recomeçam a ação no Catanga e Tshombé reabre as negociações. Em 1962, dada a pressão das forças da ONU, renuncia à secessão e exila-se na Europa.
Em junho de 1964, Kasavubu demite Adoula e chama Moisés Tshombé do exílio. No mês seguinte, assume a presidência da República, fazendo regressar a "gendermarie" e os mercenários do Catanga, contribuindo esta medida para a sua impopularidade. Em Leopoldville aumenta a oposição ao governo de Tshombé, e Kasavubu demite-o (13 de outubro de 1965). Fixa-se em Madrid, onde será raptado quando se dirigia para as Baleares sendo levado para a Argélia, em 1967, onde acabou por morrer.
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