Two-step-flow

Modelo teórico de comunicação desenvolvido, nos anos 40 e 50, por Lazarsfeld, Berelson e Gaudet, e que defende a ideia de que os media não atuam diretamente sobre as audiências. O estudo destes teóricos sugere que os media atuam, frequentes vezes, em primeiro lugar sobre os líderes de opinião que, por sua vez, transmitem as mensagens às franjas de população menos ativas em termos comunicativos. O modelo determinava ainda que os indivíduos não são peças isoladas na sociedade, mas membros de grupos sociais em interação constante - facto que condiciona o seu envolvimento com os media.
Este modelo tem sido alvo de várias críticas, na evolução recente dos estudos mediáticos, mas permanece como um marco relevante nesta área de conhecimento, a partir do qual se estabeleceram outras teorias explicativas das relações entre os indivíduos e os meios de comunicação social.

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