UDMA

O IDE (Integrated Drive Electronics) é o nome de um tipo ou especificação de discos rígidos que usam o interface ATA (AT Attachment). Sendo o IDE um interface genérico e o mais popular usado em discos rígidos, ele é também conhecido por outros nomes tais como ATA, ATA/ATAPI, EIDE, ATA-2, Fast ATA, ATA-3, Ultra ATA, Ultra DMA e muitos mais, dependendo da especificidade dos equipamentos.
Um único canal ATA pode suportar até dois discos, um master e um slave. A maioria dos sistemas trazem dois canais IDE integrados na motherboard, onde se recomenda que os utilizadores conectem o disco rígido como master no primeiro canal (IDE 1) e o DVD ou CD-Rom como master no segundo canal (IDE 2). No entanto, quando é necessário instalar mais que um disco rígido e ter igualmente um leitor de CD-Rom ou DVD e ainda, por exemplo, um gravador de CDs, neste caso há que definir, para além dos mastreei, os respetivos slaves.
Todos estes dispositivos IDE comunicam com o sistema de processamento central através do interface ATA e a velocidade de transferência de dados de I/O (Entrada/Saída) está diretamente relacionada com os protocolos utilizados. O processo de transferência de dados entre o disco rígido e o resto do sistema é uma tarefa muito importante pois dela depende a performance do sistema.
Antes de surgir o protocolo DMA (Direct Memory Access) e seguintes este processo de transferência não dispensava a intervenção do CPU. Se se conseguisse libertar o CPU desta tarefa a performance de todo o sistema aumentaria. O protocolo DMA surge então com o objetivo de libertar o CPU destas transações e pôr o disco e a memória do sistema a comunicarem diretamente.
O DMA passa a ser o termo genérico usado para definir um protocolo de transferência de dados onde um dispositivo periférico transfere informação diretamente de ou para a memória do sistema sem que o processador tenha intervenção na transação. A velocidade máxima de transferência permitida pelo protocolo DMA é de 16,7 MBps.
Com os discos rígidos a tornarem-se cada vez mais rápidos, a velocidade máxima do DMA, (multiword - mode 2) a 16.7 MBps, rapidamente se revelou insuficiente para acompanhar os discos mais rápidos. O aumento da velocidade do interface não foi tarefa fácil pois o interface IDE/ATA e o cabo, até então, usado para conectar o disco com o controlador IDE da motherboard estavam desenhados para transferências de dados de cerca de 5 MBps. O aumento da velocidade do interface pela redução do ciclo de relógio interno causou vários problemas de sinal e interferências. Em consequência direta desse facto, em vez de se fazer o interface funcionar mais rapidamente, optou-se por melhorar a eficiência do próprio interface. Como resultado surgiu a criação de novos tipos de modos de transferência DMA que foram rotulados como 'Ultra DMA modes'. A chave tecnológica introduzida no interface IDE/ATA com o UDMA foi a 'double transition clocking' (dupla transação por ciclo de relógio).
Antes do UDMA por cada ciclo de relógio ocorria uma transferência de dados, com o UDMA passou-se a ter uma dupla transferência.
A primeira implementação do UDMA foi especificada no standard ATA/ATAPI-4 e incluía três modos UDMA, permitindo transferências até 33 MBps. Nos anos seguintes alguns novos e mais rápidos modos UDMA foram introduzidos atingindo velocidades até 100 MBps.

Como referenciar: UDMA in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-21 14:59:40]. Disponível na Internet: