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Universidades Populares
As Universidades Populares surgem no âmbito de uma cultura republicana, tendo como impulsionadora a Maçonaria. A ideia de Universidade Popular foi importada de França e colocada em prática em Portugal por Feio Terenas. Visava, acima de tudo, o ensino das massas populares, de modo a provocar uma aproximação destas com as camadas de população letrada. A atuação da Universidade baseava-se na oferta de cursos livres, conferências, palestras, visitas de estudo e concertos, para além de muitas outras atividades.
A Maçonaria, que esteve na génese da Universidade, envolveu-se e afirmou a sua presença em manifestações anticlericalistas, pois um dos principais objetivos da Maçonaria era o combate ao clericalismo. Estavam em condições de difundir os seus ideais pelo país, graças a uma rede de lojas bastante alargada.
Assim, foram criados dois organismos: a Junta Liberal e a Associação Propagadora do Registo Civil. Para além destes, ainda podiam contar com a ação do movimento republicano, que partilhava do mesmo objetivo de combate à Igreja.
Devido à intensa atividade que estes grupos desenvolviam, criaram-se condições para que, no século XIX, surgissem numerosas organizações de livres-pensadores que promoveram, em conjunto, o 1.º Congresso Nacional de Livre-Pensamento (1908). Na sequência destas realizações nasce a Universidade Popular, seguindo a mesma linha de combate ao clericalismo.
A Universidade Popular sofreu uma reestruturação em 1910. Foi trazida para o Porto em 1912 e posteriormente foi implantada outra em Setúbal. Em 1919, foi fundada em Lisboa a Universidade Popular Portuguesa, alcançando desde logo uma enorme aceitação. Apesar do esforço de implantação e prosseguimento da tarefa de levar a bom termo os desafios, esta Universidade não chegou a corresponder aos objetivos a que se tinha proposto.
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