Urbano IV

Papa francês, natural de Troyes (França) e filho de um sapateiro, chamava-se Jacques Pantaleon e era patriarca de Jerusalém (nomeado em 1255, por Alexandre IV), que estava de passagem em Viterbo na altura da eleição do sucessor do mesmo papa Alexandre IV. Dado o seu percurso eclesiástico de excelência, em que tinha desempenhado papéis diplomáticos de grande importância, foi após três meses de debate considerado a pessoa mais adequada para o cargo. O seu papado ocorreu de 29 de agosto de 1262 a 2 de outubro de 1264.
Residindo alternadamente em Orvieto ou em Viterbo, raramente se deslocou a Roma, tal como o seu antecessor. Continuando também a política de centralização do poder, elegeu seis cardeais de origem francesa, aos quais se somaram outros oito, para a cúria romana, reformulando-a por completo. Instituiu a celebração da festa do Corpo de Cristo em outubro de 1264, sob inspiração do milagre eucarístico de Bolsena.
Os territórios pertencentes aos Estado Pontifícios voltaram a ficar debaixo da alçada do Sumo Pontífice, que deu todo o poder que lhe era possível aos guelfos (partidários políticos de Otão de Brunswick e da supremacia do papa), tendo nomeado arcebispo de Milão Otão Visconti, pertencente a uma das famílias que apoiavam o pontífice. Este tinha a intenção de tornar Itália um território submisso à Sede Apostólica, pelo que se aliou a Carlos de Anjou, irmão do rei Luís IX de França, que em troca do trono de Itália entregava cinquenta mil marcos esterlinos mais cem mil onças de ouro anuais e a promessa de não interferir em qualquer assunto eclesiástico nem receber a honra de imperador.
Contudo, quando Manfredo da Sicília tomou conhecimento deste acordo, iniciou uma ofensiva de tal modo intimidatória que o papa se viu obrigado a procurar refúgio em Orvieto. Entretanto, chegou Carlos de Anjou com o auxílio necessário, tendo o papa falecido por essa altura.
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