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Vasco Santana
Ator de teatro e cinema português, nascido a 28 de janeiro de 1898, na freguesia de Benfica, em Lisboa, e falecido a 13 de junho de 1958, na mesma cidade. Personificou muitas figuras populares, tornando-se um ator conhecido no teatro de revista, em operetas, em comédias, no cinema e na rádio. Frequentou a Escola de Belas-Artes e esteve inclinado em seguir Arquitetura. Entrou no teatro de forma acidental, substituindo um colega doente na peça O Beijo (1916). Gradualmente, tornou-se uma figura popular devido à sua espontaneidade, humor acutilante e irreverente. Foi uma das grandes estrelas do teatro de revista durante os anos 30 e 40 e tentou dar novo ânimo à opereta, género já em decadência, produzindo e protagonizando um espetáculo que esteve praticamente dois anos em exibição: Invasão (1945). No teatro, deixou marcas em espetáculos como Auto do Fidalgo Aprendiz (1938), Há Horas Felizes (1956) e Três Rapazes e uma Rapariga (1957). Mas foi no cinema que potenciou de forma magistral todo o seu talento cómico e burlesco. Estreou-se ainda no tempo do cinema mudo em A Menina Endiabrada (1929), filme entretanto perdido. Seguiu-se Lisboa, Crónica Anedótica (1930) de Leitão de Barros. O seu primeiro êxito cinematográfico foi A Canção de Lisboa (1933), onde imortalizou a figura de Vasco Leitão, um estroina estudante de Medicina que descura os estudos em favor dos namoricos e do fado. Nesta produção, popularizaria o tema "O Fado do Estudante", por si interpretado. Só voltou ao cinema oito anos depois: em O Pai Tirano (1941) protagonizou alguns dos gags mais inesquecíveis da História da comédia portuguesa, interpretando o Mestre José Santana, encenador de um grupo dramático amador. No ano seguinte, outra personagem imortal: o alcoólico Narciso de O Pátio das Cantigas (1942) que mantinha uma rivalidade com Evaristo (António Silva). A partir daí, teve prestações em títulos como Camões (1946), onde foi o taberneiro Malcozinhado, Fado, História Duma Cantadeira (1948), Não Há Rapazes Maus (1948), Ribatejo (1949), Sonhar é Fácil (1951), Eram Duzentos Irmãos (1952), O Comissário de Polícia (1953), O Costa de África (1954) e O Dinheiro dos Pobres (1956). Também foi uma das figuras mais populares da Emissora Nacional, onde protagonizou os programas radiofónicos humorísticos As Lições do Tonecas (1948) e Lelé e Zequinha (1952), neste último ao lado de Elvira Velez. Foi casado com a atriz Mirita Casimiro e foi pai de Henrique Santana, que seguiria as pisadas do seu progenitor.
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