vedanta

O aparecimento e o desenvolvimento desta filosofia de pensamento na Índia marca o declínio das escolas de orientação budista e vai renovar o interesse pelo hinduísmo baseado em textos antigos. Os Vedanta Sutra, que também são chamados de Brahma Sutra, foram escritos durante os séculos III e IV da nossa era e a sua interpretação por parte dos estudiosos nem sempre oferece os mesmos resultados, dado que algumas interpretações têm mesmo um valor completamente oposto, mas partilham uma série de ensinamentos comuns. Os mais importantes são, talvez, a busca do conhecimento, a teoria da Mâyâ ou "da ilusão universal", ou seja o mundo ilusório das aparências que conduz à ignorância e esconde o caminho divino, e a prática da bhakti, a partilha e a submissão ao amor divino como o meio de alcançar a identificação com o divino.
Uma corrente do Vedanta defende que a única realidade está no Eu absoluto que é idêntico ao Divino, o Brahman, e, por isso, o indivíduo enquanto conceito não passa de uma ilusão. Neste sentido, o Vedanta não pode ser considerado uma religião dado que a noção de divindade é uma mera ilusão e pode apenas ser considerada uma filosofia através da qual o adepto pode tentar alcançar a união com a Alma Universal. Outra corrente argumenta a existência de três entidades distintas: o Brahman, ou Divino, as almas individuais e o mundo material. Através da devoção pelo Divino, o ser humano liberta-se das amarras que o prendem à matéria e lhe permitem alcançar ou reencontrar-se com a natureza do Divino.
Uma outra interpretação do Vedanta reconhece uma distinção, em termos de natureza e substância, entre a Divindade, a alma individual e a criação, enquanto que uma outra fação considera que a matéria e a alma, esta última constituída por átomos muito subtis, fazem parte do Divino e, portanto, a criação não é mais do que uma manifestação de Deus com o qual o Homem comunica e se identifica através da partilha e da submissão ao amor sagrado.

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