Vila do Conde

Aspetos Geográficos
O concelho de Vila do Conde, do distrito do Porto, está integrado na Região Norte (NUT II), no Grande Porto (NUT III) e localiza-se no Norte de Portugal, junto à foz do rio Ave, na costa atlântica, a cerca de 25 km para norte da cidade do Porto. Na paisagem de Vila do Conde assume particular evidência o imponente Convento de Santa Clara, do qual se obtém uma vista panorâmica sobre a cidade.
Confina com os concelhos de Póvoa de Varzim, a norte, Vila Nova de Famalicão (distrito de Braga) e Trofa, a este, e Maia e Matosinhos, a sul. Numa área de 149,1 km2 distribuem-se 30 freguesias: Arcos, Árvore, Aveleda, Azurara, Bagunte, Canidelo, Fajozes, Ferreiró, Fornelo, Gião, Guilhabreu, Junqueira, Labruge, Macieira da Maia, Malta, Mindelo, Modivas, Mosteiró, Outeiro Maior, Parada, Retorta, Rio Mau, Touges, Touguinha, Touguinhó, Vairão, Vila Chã, Vila do Conde, Vilar e Vilar de Pinheiro.
Em 2005, o concelho apresentava 75 473 habitantes.
O natural ou habitante de Vila do Conde denomina-se vila-condense.

História e Monumentos
O seu povoamento é pré-romano, como o comprova a existência de castros. Em 1516, foi-lhe concedido foral por D. Manuel I. Em 1871 é elevada a sede de concelho.
Do património edificado do concelho, destacam-se o Convento de Santa Clara, a Igreja do Convento de S. Francisco, o mosteiro de S. Simão da Junqueira, do século XI, o aqueduto de Vila do Conde, a Igreja Matriz, a Casa da Câmara, do século XVI, a Capela da Senhora da Guia, a Igreja de S. Cristóvão de Rio Mau, a Igreja de Azurara, o castelo de S. João Batista, próximo da foz do Ave, datado do século XVII, o castro de Bagunte e o pelourinho de Vila do Conde.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Realizam-se duas feiras anuais no concelho, uma na segunda-feira da segunda semana de agosto, na freguesia de Malta, e a Feira Grande, em janeiro. Na freguesia de Mosteiró, a feira é às quartas-feiras e em Vila do Conde, às sextas-feiras. Refira-se também a feira Grande agosto ou dos Namorados, a 3 de agosto, e a Feira Nacional de Artesanato, de 25 de julho a 9 de agosto.
São várias as romarias que têm lugar no concelho: S. Bento, no primeiro domingo depois do dia 11 de julho, na freguesia de Vairão; Santa Luzia, no segundo domingo de julho; Senhor do Padrão, no quarto domingo de julho; Senhora da Guia ou Festa dos Pescadores, no dia 2 de fevereiro; S. João, 24 de junho, e Senhora das Neves, no primeiro domingo de agosto, na freguesia de Azurara.
O feriado municipal é no dia 24 de junho, dia de S. João.
Vila do Conde é terra de poetas e artistas, evidenciando-se nomes como José Régio, Júlio Saul Dias, entre muitos outros que passaram e deixaram marcas no concelho, como Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco e Antero de Quental.
Foi em Vila do Conde que se construíram e lançaram ao mar caravelas a caminho dos descobrimentos.
A produção de artigos de artesanato encontra-se fortemente associada às rendas de bilros que se foram aperfeiçoando e diversificando ao longo de gerações de rendeiras. Produzem-se também artigos de malha de lã, típicos de Azurara, e mantas de lã e de trapos.

Economia
Vila do Conde tem tido uma expansão industrial assinalável. Instalaram-se no concelho indústrias de cordoaria, de fiação, de tecelagem, de construção naval, de adubos e de produtos alimentares, entre outras. Não se pode deixar de referir a importância da pesca como forma de sustento de muitas famílias vila-condenses. À medida que a área urbana do concelho se expande assiste-se ao crescimento do comércio e dos serviços.
Face às potencialidades ambientais do concelho, nomeadamente à sua linha de costa, o turismo tem sido e continuará a ser certamente uma aposta de Vila do Conde.
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