Villa Adriana

É a villae imperial romana arquitetonicamente mais rica, tendo sido mandada construir pelo imperador romano Adriano (Públio Hélio Adriano nasceu em 78 d. C. e morreu em 138 d. C), que reinou entre 118 e 138 d.C.. O seu desejo de construir esta sumptuosa mas magnífica villa surgiu depois de uma viagem efetuada às províncias orientais do império. A imponente e enorme villa encontra-se nas proximidades da pequena cidade de Tibur (atual Tivoli, a cerca de 20 Km de Roma).
Esta villa representa não só uma marca da evolução da arquitetura romana, mas também um testemunho do ecletismo de Adriano, que mandou erigir por todo o complexo arquitetónico uma série de réplicas dos monumentos que o haviam impressionado no decurso das suas viagens pelo Império, nomeadamente no Oriente. Todas as soluções inovadoras em termos construtivos e decorativos viriam a influenciar mais tarde o Renascimento e o Barroco italianos.
A superfície da villa ocupa uma área de cerca de 60 hectares, sendo constituída por uma série de palácios, moradias, termas, bibliotecas, campos para prática desportiva, jardins, terraços, miradouros e templos, espaços que se encontram dispostos segundo cinco alinhamentos. Tudo adornado de mármores, frescos, mosaicos e centenas de estátuas (ainda que muitas tenham sido dali levadas, por exemplo para a Villa d 'Este, também em Tivoli). A arquitetura segue os cânones da arquitetura helenística e romana, o que faz com que muitos historiadores considerem o imperador Adriano um genial precursor dos mais modernos conceitos urbanísticos, enquanto idealizador da obra que é toda a villa. O primeiro edifício denomina-se Pecile (talvez inspirado na Stoà Poikile de Atenas), um quadripórtico de 232 por 97 m em torno de um jardim que se distingue perfeitamente de todos dos outros edifícios, pois encontra-se disposto ao longo de uma enorme praça quadrada rodeada de portas, com um pequeno lago no centro. Uma outra zona admirável é a do Canopo (que recorda a cidade egípcia de Canopo e o canal de Alexandria), um "canal" rodeado de arcos e estátuas. Apresenta um longo lago com 119 m por 18 m) em forma de canal, que nos conduz para um grande edifício que era dominado por um poderoso nicho. Sobre a margem do lado direito do lago existe uma grande estátua, que é uma réplica fiel da Cariátide de Atena, em Éfeso (Ásia Menor). Há também uma elegante êxedra de colunas; as intercolunas formam nichos com estátuas de Marte, Minerva e Mercúrio. Todas estas estátuas são réplicas de estátuas gregas.
A zona do grande peristilo é um vasto planalto, caracterizado por uma sucessão de peristilos: alinham-se a Praça de Ouro, a Sala das Pilastras Dóricas, o peristilo do Palácio Imperial, o claustro e a biblioteca.No outro lado surge um ninfeu, o mais belo e original de toda a villa, denominado de Teatro Marinho pelos setecentistas. Na verdade, não se trata de um teatro - muito menos marítimo -, mas de um edifício circular com 140 metros circundado por dezenas de colunas, com uma pequena ilhota no meio do lago.
Na parte mais baixa da villa, na atual entrada, há um teatro que, embora seja designado de grego, apresenta uma forma semicircular característica de um teatro romano. Mais acima surge o Tempietto Rotondo (Templete Redondo), um templo puramente dórico revestido a mármore branco.
Toda a decoração da villa é muito rica; grande parte das esculturas que lá se encontravam na Villa foram levadas para museus durante os séculos XVIII e XIX.
Foi classificada Património Mundial pela UNESCO.
Como referenciar: Villa Adriana in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 05:59:23]. Disponível na Internet: