Vincent Gallo

Ator e realizador norte-americano, Vincent Vito Gallo nasceu a 11 de abril de 1962 em Buffalo, Nova Iorque. Possui descendência italiana, já que os seus pais emigraram da Sicília para os Estados Unidos.
Gallo fez parte de vários grupos de música, entre eles The Plastics, Pork e Gray, do qual Jean Michel Basquiat era um dos membros. Mais tarde, tornou-se pintor, corredor de motas e modelo, até escolher a profissão de ator. Estreou-se como ator no filme independente The Way It Is (1984), de Eric Mitchell, seguindo-se Doc's Kingdom (1987), realizado por Robert Kramer, uma coprodução de França e Portugal num filme em que curiosamente participa João César Monteiro. Surgiu depois num pequeno papel no filme de gangsters Goodfellas (Tudo Bons Rapazes, 1990), de Martin Scorsese e, no ano seguinte, participou na curta-metragem Keep It for Yourself, da realizadora Claire Denis, com quem voltou a trabalhar em Nénette et Boni (1996) e em Trouble Every Day (2001), um filme choque sobre canibalismo. Em 1991, participou também no filme da realizadora portuguesa Teresa Villaverde A Idade Maior, onde contracenou com Joaquim de Almeida, Teresa Roby e Maria de Medeiros. Dois anos depois, entrou em Arizona Dream, de Emir Kusturica, juntamente com Johnny Depp e Faye Dunaway. Teve também um pequeno papel em The House of Spirits (A Casa dos Espíritos, 1993), um drama fantástico de Bille August numa adaptação do livro da escritora Isabel Allende. Seguiram-se Angela (1995), de Rebecca Miller; a comédia romântica The Perez Family (1995), de Mira Nair; e The Funeral (O Funeral, 1996), de Abel Ferrara, onde tem um curto papel como Johnny, o jovem e frágil irmão de Christopher Walken e Chris Penn. Protagonizou depois o filme de ação Truth or Consequences, N.M. (Assalto Mortífero, 1997), uma incursão de Kiefer Sutherland como realizador.
Em 1998, escreveu, atuou e realizou Buffalo 66, uma comédia dramática em jeito autobiográfico bastante original sobre os seus anos passados em Buffalo. O filme obteve muito boas críticas e foi nomeado para Melhor Filme Estrangeiro pela British Independent Film e para o Grande Prémio Especial do Festival de Cinema de Deauville, entre outras nomeações noutros festivais internacionais.
Em 2003, voltou à realização e argumento de Brown Bunny, um road-movie onde contracena com Chloe Sevigny. O seu trabalho foi selecionado para o Festival de Cinema de Cannes, mas marcou o evento com grande polémica, sendo apupado em vários visionamentos.
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