Virgílio Castelo

Ator e encenador português, Virgílio Castelo nasceu a 26 de fevereiro de 1953, em Lisboa. Depois de uma carreira como modelo e de uma passagem pelo Conservatório, foi, juntamente com Francisco Nicholson e Henrique Viana, um dos fundadores do Grupo de Teatro Adoque onde interpretou peças como Pides na Grelha (1974), O Indiozinho Raio de Luar (1975), Tarantantan Não Enche Barriga (1976), Os Operários do Natal (1976) e Ó Calinas Cala a Boca (1977). Estreou-se em cinema com Lerpar (1975) de Luís Couto e O Príncipe com Orelhas de Burro (1977) de António Macedo, onde desempenhou pequenos papéis. Em 1978, conseguiu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar Artes Dramáticas na Universidade de Estrasburgo. Aí permaneceu dezoito meses, tendo integrado o elenco de peças como Sonho Duma Noite de Verão (1979) e Nebenainander (1980). De regresso a Portugal, tornou-se conhecido do grande público com a sua participação na telenovela Origens (1983), onde fez par romântico com Helena Isabel. Dobrou séries de animação para a RTP e voltou às novelas com Passerelle (1988). Fez ainda parte do núcleo do programa cómico Humor de Perdição (1988) liderado por Herman José. Apaixonado declarado pelo teatro, estreou-se como encenador no Teatro Maria Matos com a peça Quem Tramou o Comendador? (1989). Colaborou assiduamente com o grupo do Teatro Aberto, interpretando peças como Loucos Por Amor (1990), O Tempo e o Quarto (1993), O Ensaio (1995) e Quase (1999). Em 1995, foi notícia nas revistas "cor-de-rosa" devido ao seu divórcio da atriz Alexandra Lencastre. Na altura, Castelo era um dos mais populares atores portugueses, não só por apresentar um dos programas televisivos com maior audiência, o Isto Só Vídeo (1992-95), como pela presença assídua nas telenovelas Roseira Brava (1995), onde desempenhou o vilão Manolo, e Vidas de Sal (1996). Em paralelo, tornou-se num dos mais reputados diretores de atores, contando no seu currículo com a direção de séries como Marina, Marina (1993), Sozinhos em Casa (1994), Capitão Roby (1999), Todo o Tempo do Mundo (1999) e Super Pai (2000-2002), bem como das telenovelas Ajuste de Contas (2000), Jardins Proibidos (2000), Olhos de Água (2001), Senhora das Águas (2001), Ganância (2001), Anjo Selvagem (2001), Filha do Mar (2001) e Nunca Digas Adeus (2001). A sua incursão cinematográfica mais recente foi Camarate (2000). Televisivamente, protagonizou a novela O Olhar da Serpente (2002) e a série Ana e os Sete (2003).
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