Virgílio Martinho

Tradutor, ficcionista e dramaturgo português nascido em 1928, em Lisboa, e falecido a 4 de dezembro de 1994, na mesma cidade. Após a conclusão dos estudos liceais, exerceu a atividade de desenhista técnico. Figura representada por Benjamim Marques (cf. MARTINHO, Fernando J. B. - Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, 1996, p. 79) entre os autores e artistas abjecionistas (ao lado de Luís Pacheco, Manuel de Lima, Mário Cesariny, Raul Leal, José Manuel Simões, Hélder Macedo, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Escada, Cargaleiro, António José Forte, Manuel de Assunção e Saldanha Gama) do grupo reunido entre 1956-59 no Café Gelo, grupo associado a uma segunda geração surrealista, definida pela perda do que o surrealismo tinha de aventura exaltante para revelar uma faceta auto-irónica, trágica e iconoclasta. Embora o seu texto de estreia - Festa Pública - registe marcadamente a influência do surrealismo-abjeccionismo, a sua obra evoluirá no sentido da conjugação da rutura surrealista com o empenhamento social. Tendo iniciado a sua carreira como ficcionista, dedicou-se sobretudo à dramaturgia, quer com peças da sua autoria, quer com adaptações de textos alheios, destacando-se, na sua carreira teatral, a encenação de peças satíricas e alegóricas como Filopópulos, O Grande Cidadão ou 1383.
Como referenciar: Virgílio Martinho in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-22 02:00:56]. Disponível na Internet: