Vissarion Belinskii

Pensador, ensaísta, escritor e crítico literário, Vissarion Grigor'evich Belinskii nasceu a 11 de junho de 1811, em Sveaborg, na Finlândia, então pertencente à Rússia. O seu pai era um médico militar no Exército Russo de guarnição no território finlandês. Fez os estudos secundários em Penza e ingressou, em 1829, na Universidade de Moscovo. Foi expulso três anos depois, por ter escrito uma peça de teatro que atacava a instituição da servidão. Começou então a trabalhar como jornalista, escrevendo artigos críticos para os jornais mais proeminentes da época.
Tendo adoecido gravemente, passou uma temporada em convalescença, no Cáucaso e, de regresso a Moscovo, tornou-se editor do Moskovskii Nabliudatel, entre 1938 e 1939. Mudou-se depois para São Petersburgo, publicando em 1841 um ensaio em que exprimia as suas ideias sobre a arte, utilitária no seu modo de ver e potencial reformadora da sociedade. Juntou-se a uma tertúlia de escritores progressistas, que incluía nomes como Ivan Turgenev e Ivan Goncharov. Entre 1843 e 1846 publicou onze ensaios sobre Pushkin, louvando o seu poema Evgenii Onegin como uma verdadeira "enciclopédia da vida russa". Procurando adivinhar na obra de Nicolai Gogol um ataque aos valores conservadores, desiludiu-se ao confirmar que este recusava o modernismo. Escreveu, pois, uma carta aberta a Gogol, que foi censurada pelas autoridades, acabando no entanto por ter grande circulação a nível privado, e tornando-se num verdadeiro manifesto dos liberais russos. Dostoyevski foi preso na altura em que procedia a um leitura no círculo de Petrashevskii e enviado para a Sibéria, onde a imagem de Belinskii o terá reconfortado.
Sofrendo de tuberculose, Belinskii partiu para o estrangeiro em maio de 1847, regressando a São Petersburgo em novembro do mesmo ano. Escreveu ainda durante algum tempo para o Sovremennik, vindo a falecer da doença a 7 de junho de 1848.
Embora tivesse profetizado a vinda da grande era da literatura russa, não sobreviveu para presenciar o grande triunfo das obras de Dostoyevsky, de Tolstoi e de Turgenev.
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