Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães

Oficial do Exército português, Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães nasceu em 1876 e faleceu em 1957. Formou-se na Escola do Exército, na especialidade de Administração Militar, depois de ter estudado nos Institutos Comercial e Industrial do Porto e Lisboa. Como oficial do Exército, esteve colocado nem França durante a Primeira Guerra Mundial, integrando as fileiras da II Divisão do Corpo Expedicionário Português, na qual foi chefe de serviços administrativos. Esteve quase dois anos no teatro de operações, tendo participado nas mais violentas batalhas em que evoluíram as tropas portuguesas. Foi ainda, como militar, professor da Escola do Exército (até 1928) e do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército. Foi também docente no Instituto Superior de Comércio de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras.
O seu conhecimento superior destas ciências conduziu-o a participar e a trabalhar em inúmeras comissões militares e mesmo civis no que respeita à organização e contabilidade de diversas instituições, para além de planeamento e reforma administrativa. No Exército, esteve numa comissão de organização financeira da instituição; nos meios civis, esteve em projetos legislativos de tributação, finanças públicas e de reforma bancária. Foi delegado português à Comissão de Reparações do Tratado de Versalhes (entre 1919 e 1921), participando em inúmeras conferências internacionais sobre finanças públicas e economia de guerra.
Desde sempre foi seduzido pela política, abraçando a causa republicana. Participou em 1908 numa intentona contra o governo de João Franco, sendo ainda tenente. Foi transferido de unidade, por isso, de Lisboa para Estremoz. Mas as suas convicções nunca esmoreceram, e em 1910 integrou o "comité militar" que apoiou a implantação da República. Foi deputado eleito para as Constituintes, em 1911, por Bragança, fazendo parte depois na Câmara dos Deputados até 1926 (apenas com um interregno no período sidonista), agora sempre pelo círculo de Moncorvo. Foi líder parlamentar do Partido Republicano Português, tendo sido escolhido em 1911, mantendo-se até 1916 no cargo, sendo também um dos dirigentes máximos do partido. Ocupou a pasta das Finanças em 1915, 1922 e 1923, nos governos de José Ribeiro de Castro, Cunha Leal e António Maria da Silva. Em 1922 foi ministro interino do Comércio e titular da Guerra em 1925. Como corolário desta carreira política e governativa, foi chefe de governo entre 15 de fevereiro e 1 de julho de 1925, sobraçando simultaneamente a pasta das Finanças.
Foi diversas vezes condecorado, em Portugal e no Panamá. Colaborou também em vários periódicos republicanos e em revistas militares e de economia. É autor de diversos pareceres nas câmaras parlamentares por onde passou, bem como de projetos e propostas de lei, na área de orçamento, economia e finanças, para além de vários livros da mesma matriz e também de estudos de natureza histórica, ciência a que se dedicou também ao longo da sua vida.
Como referenciar: Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-20 17:44:01]. Disponível na Internet: