Wilkie Collins

Romancista inglês, William Wilkie Collins nasceu a 8 de janeiro de 1824, em Londres. A mãe era filha de um pintor e o pai, William Collins, era um reputado pintor paisagista, membro da Academia Real Britânica, pelo que Wilkie Collins cresceu num ambiente protegido, embora tivesse sido uma criança enferma e definhada. Foi educado por professores particulares, tendo estudado pintura durante alguns anos.
Em 1835 foi enviado à escola mas, nesse mesmo ano, a família optou por se mudar para Itália, onde permaneceu durante dois anos, regressando a Inglaterra. Em 1841, Wilkie Collins começou a trabalhar nos escritórios de uma firma de importação de chá, dando também início à atividade da escrita, publicando, em 1843, o seu primeiro conto, 'The Last Stagecoachman'. Ingressou depois no Lincoln´s Inn como estudante de Direito, mas a sua atenção concentrava-se sobretudo na escrita, pelo que dedicou a maior parte do seu tempo à criação do romance histórico, Antonina; Or, The Fall of Rome (1850).
Em 1851 conseguiu formar-se como advogado, mas embora nunca tivesse chegado a exercer, aproveitou os conhecimentos adquiridos na área do Direito para a elaboração dos seus romances policiais, sendo o criador do primeiro policial inglês. Nesse mesmo ano conheceu o escritor Charles Dickens, com quem manteria uma duradoura amizade. Em 1852 publicou Mr. Wray's Cash-Box, obra de espírito natalício e onde se revela a influência do amigo, que o ajudou também na criação de personagens, tornando-os credíveis. Em 1856 passou a fazer parte do núcleo de colaboradores da revista mantida por Dickens, a Household Works. Em 1860 publicou a sua obra mais conhecida, The Woman In White, romance em que utiliza uma técnica inovadora para a altura, ao fazer desenrolar a trama pelo depoimento, em tribunal, de uma série de testemunhas. A ideia para a obra ter-lhe-ia surgido ao meditar no encontro que teve com Caroline Graves, uma viúva que se tornou sua companheira até à altura da sua morte. Wilkie Collins também teria mantido uma relação com uma mulher casada, de quem assumiu a paternidade de três filhos. Diz-se que, por volta de 1868, vivia com Collins como amante, enquanto que Caroline vivia como dona de casa. A sociedade inglesa da época chocava-se e admirava-se com a bizarria da vida privada de Wilkie Collins.
Também na década de 60, e por se queixar de dores reumáticas, Wilkie Collins começou a abusar do láudano (ópio dissolvido em álcool), chegando a tornar-se dependente.
Publicou, entre muitas outras obras, The Moonstone em 1868, The Frozen Deep and Other Tales (1874), Jezebel's Daughter (1880) e The Evil Genius (1886).
Faleceu a 23 de setembro de 1889, vítima de uma apoplexia.
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