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Wole Soyinka
Escritor e homem de letras nigeriano, Akinwande Oluwole Soyinka nasceu a 13 de julho de 1934, em Abeokuta, nas proximidades de Ibadan. Filho de um mestre-escola e da dona de uma loja, teve acesso a uma educação cuidada.
Após ter concluído os seus estudos propedêuticos no Instituto Superior de Ibadan, partiu em 1954 para o Reino Unido, matriculando-se no curso de Literatura Inglesa da Universidade de Leeds, que concluiu em 1959.
Enquanto estudante apaixonou-se pelo teatro, e por altura da sua formação, já havia levado a palco algumas peças da sua autoria, como A Quality Of Violence (1959), The Swamp Dwellers e The Lion And The Jewel, em que descrevia as andanças de um professor e de um ancião chefe tribal africano, na sua tentativa de conquistar o coração de uma jovem. Ambas foram reunidas num volume em 1963. Em 1960 regressou à Nigéria, onde, após ter recebido uma bolsa da Fundação Rockefeller, fundou uma companhia de teatro, The 1960 Masks. Publicou nesse ano A Dance In The Forests (1960), peça que celebrava a Independência da Nigéria, e que combinava uma expressão tradicional africana com técnicas europeias do teatro de vanguarda. Em 1965 apareceu com Kongi's Harvest e The Road.
A Guerra Civil nigeriana rebentou em 1967, em consequência do movimento separatista do biafra. Soyinka publicou, nesse ano, um artigo em que apelava à paz, e foi imediatamente aprisionado e acusado de conspiração com os rebeldes. Libertado em 1969 sobretudo por força dos protestos de vários escritores, como por exemplo, Robert Lowell e Lillian Hellman, começou a trabalhar como professor.
Em 1970 publicou Madmen And Specialists, uma peça de teatro em que exprimia o seu descontentamento face à corrupção e à sede de poder que se vivia no país e, em 1972 debruçou-se sobre a sua experiência no cárcere ao publicar The Man Died, obra que acabou por ser interdita no seu país.
Observando as garras da censura assomando-se do seu trabalho, optou por abandonar a Nigéria nesse ano de 1972. Chegou portanto a Inglaterra, onde se tornou professor convidado no Churchill College de Cambridge. Doutorou-se pela Universidade de Leeds em 1973. Durante esse período publicou obras como Jero's Metamorphosis (1972) e Death And The King's Horsemen (1975).
Mudou-se para o Gana em 1975, onde colaborou com o periódico Transition como editor mas, depois de um golpe de estado ocorrido no país, regressou à Nigéria, onde passou a ocupar o cargo de professor catedrático de Inglês na Universidade de Ife. Em 1976 publicou Myth, Literature, And The African World, um célebre embrião do pensamento pan-africanista que o caracterizou.
Em 1993 participou numa marcha de protesto contra o regime militar do ditador Sani Abacha, o que fez com que tivesse que deixar o país no ano seguinte, acusado de atentados bombistas contra o exército. Pôde no entanto regressar em 1998, após a morte de Abacha.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1986. Em 2001 Soyinka publicou King Baabu, uma paródia aos ditadores africanos.
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