Zeca Pagodinho

Compositor e cantor brasileiro, Jessé Gomes da Silva Filho nasceu no dia 4 de fevereiro de 1959, no Rio de Janeiro, no Brasil. Desde tenra idade, ganhou o hábito de trocar as aulas na escola pelas rodas-de-samba com os amigos. Abandonou os estudos muito cedo, numa altura em que o samba tocava os píncaros de popularidade nas festividades dos subúrbios cariocas. Frequentador habitual desses pagodes, o jovem Jessé acumulou vários empregos durante os anos 70, desde feirante a piquete, mas o convívio recorrente com os sambistas do Rio permitiu-lhe a cumplicidade com gente importante, casos de Paulão Sete Cordas, Almir Guineto, Dudu Nobre, Sérvula, Dorina, Arlindo Cruz e Bira Presidente, entre muitos outros. No início da década de 80, começa a estabelecer-se como letrista, em parceria com o flautista Cláudio Camunguelo. Com ele, escreve e grava a primeira faixa do seu percurso, "Amargura". A canção faria parte do alinhamento do segundo disco do agrupamento Fundo de Quintal. A aproximação a esse coletivo trouxe-lhe a amizade com Beth Carvalho. É ela que grava o primeiro grande êxito de Zeca Pagodinho, o trecho "Camarão que Dorme a Onda Leva". Ainda com a voz de Beth, seria gravado "Jiló com Pimenta". Em 1983, Alcione registaria em disco a canção "Mutirão de Amor" de Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Sombrinha, no longa-duração Almas e Corações.

A consagração comercial chegaria com a coletânea Raça Brasileira, editada em 1985 pela RGE, com quatro composições de Zeca Pagodinho. A coleção venderia mais de 100 mil cópias e justificaria a edição, no ano seguinte, do primeiro registo a solo de Zeca Pagodinho. As canções "Coração em Desalinho", "Quando eu Contar (Iáiá)", "Judia de Mim" e "Brincadeira Tem Hora" empurraram o álbum para a incrível cifra de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Os álbuns seguintes, sempre ao ritmo de um por ano, confirmariam a adesão do público e tornariam Zeca Pagodinho um dos ícones maiores do samba e do pagode, com milhões de discos vendidos e imensos espetáculos esgotados em todos os sítios prestigiados do Brasil. Em 2002, vence o Grammy latino na categoria de Melhor Álbum de Samba/Pagode, ultrapassando Martinho da Vila, Cláudio Jorge, Riachão e Nélson Sargento. No ano seguinte, engrossaria a coluna de artistas brasileiros da coleção Acústico MTV, tornando-se, três anos depois, no primeiro artista a repetir a experiência em espetáculo e disco.

Discografia 1986, Zeca Pagodinho
1987, Patota do Cosme
1988, Jeito Moleque
1989, Boêmio Feliz
1990, Mania da Gente
1991, Pixote
1992, Um dos Poetas do Samba
1993, Alô, Mundo!
1995, Samba Pras Moças
1996, Deixa Clarear
1997, Hoje é dia de Festa
1998, Zeca Pagodinho
1999, Ao Vivo
2000, Água da minha sede
2002, Deixa a vida me levar
2003, Acústico MTV
2005, À Vera
2006, Acústico MTV - Gafieira
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