Livros e Autores

A aldeia das almas desaparecidas

Richard Zimler

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

Palavras raras, palavras caras

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

afrocentrismo

Basicamente, os afrocentristas discordam das teorias que relegam os africanos para a margem do pensamento e do conhecimento da Humanidade. Neste sentido, o afrocentrismo defende que se deve interpretar e estudar as culturas não europeias, nomeadamente a africana, e os seus povos do ponto de vista de sujeitos ou agentes e não como objetos ou destinatários.
Segundo os afrocentristas, a noção ocidental ou europeia do conhecimento baseado no modelo grego não é tão antiga como os europeus creem ser, tendo sido adotada apenas a partir do período da Renascença na Europa. De qualquer forma, o modelo grego não pode ser considerado como "europeu" em rigor, dado que foi profundamente influenciado na sua origem e mitologia pela cultura egípcia, ou seja, por uma cultura de origem africana.
A visão eurocêntrica, ou de pensamento centrado no modelo europeu, tornou-se numa visão etnocêntrica, ou seja, de valores relativos aos povos da Europa, que valoriza o modelo de pensamento e de experiência europeia em detrimento dos modelos de pensamento de outras culturas que são, por comparação, subavaliados e subvalorizados. Este conceito de afrocentrismo começou a ser defendido nos anos 80 por estudantes afro-americanos, afro-brasileiros, das Caraíbas e africanos, que começaram por adotar uma perspetiva afrocêntrica nos seus trabalhos.
O afrocentrismo não defende que o mundo seja interpretado sob uma única perspetiva cultural, como foi o caso do eurocentrismo, mas que seja reconhecida a existência de uma cultura e a sua avaliação em termos de pensamento e conhecimento através da sua própria perspetiva, neste caso, e mais concretamente, que a cultura africana seja analisada, de per si, enquanto sujeito e não através de modelos culturais que por vezes não só não a entendem como a desprezam e desvalorizam.
Quando, por exemplo, se fala de arte, música, dança ou teatro, as referências são sempre europeias e assumem uma supremacia em termos intelectuais e artísticos. Os afrocentristas defendem que não deve haver uma única perspetiva ou uma visão que se sobreponha às outras, mas que devem coexistir diferentes visões filosóficas e de conhecimento sem que qualquer uma delas se sobreponha às restantes.
Durante cerca de cinco séculos, os africanos estiveram afastados, enquanto protagonistas, da vida social, política, artística, intelectual e económica tanto nas sociedades de pensamento ocidental, para onde foram deslocados, como nas suas nações africanas de origem pelo colonialismo europeu. Nesse sentido, a corrente afrocêntrica defende que o conhecimento e a experiência devem ser reavaliados do ponto de vista dos africanos, enquanto seres humanos ativos capazes de conceber molduras próprias de pensamento e de experiência. Os afrocentristas defendem que os seres humanos não podem nem devem abdicar da sua cultura, seja relativamente às suas próprias referências históricas seja às do grupo onde estão inseridos. Opõem-se à deslocação, ou seja, a serem marginalizados ou a serem considerados "o outro" e defendem a centralização, ou seja, que devem ser considerados o agente, o "eu".
Algumas das questões que mais preocupam os afrocentristas dizem respeito a uma certa desorientação e desconhecimento dos próprios africanos que, identificando-se como europeus ou americanos, consideram esse estatuto incompatível com o facto de serem africanos, ou, mais grave ainda, o facto de considerarem incompatível o ser cumulativamente humano e africano.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – afrocentrismo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-10-07 20:48:20]. Disponível em

Livros e Autores

A aldeia das almas desaparecidas

Richard Zimler

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

Palavras raras, palavras caras

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais