Aliança Luso-Britânica
A Inglaterra é o país com o qual Portugal tem as suas relações de amizade e cooperação mais antigas.
As relações comerciais entre as duas regiões começaram mesmo antes da fundação de Portugal. Na época da Reconquista Cristã, os primeiros reis portugueses puderam contar com a ajuda de cruzados, entre eles cavaleiros ingleses, que participaram, por exemplo, na tomada de Lisboa. Desta forma, o intercâmbio passava-se já a diversos níveis quando foi assinado o primeiro tratado luso-britânico, em 1294, por D. Dinis e Eduardo I.
O tratado visava proteger o comércio feito pelos súbditos dos dois monarcas.
Ao longo do tempo, outros tratados se seguiram, dos quais mencionaremos apenas alguns. Em 1372, D. Fernando e o duque de Lencastre (filho de Eduardo III de Inglaterra) firmaram uma aliança contra Castela e Aragão, que o duque se preparava para guerrear. No ano seguinte,a aliança foi reforçada com a assinatura de um pacto de amizade em que se dispunha o auxílio mútuo em caso de guerra.
Em 1380, o tratado anterior foi confirmado e ficou assente a entrada de tropas inglesas em Portugal para combater Castela. Na sequência da crise dinástica que ocorreu com a morte de D. Fernando, D. João I e Ricardo II, em 1386, voltaram a assumir o compromisso de socorro mútuo em caso de necessidade. Firmou-se ainda o casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre, que haveria de trazer para a corte portuguesa diversos compatriotas, também assim se promovendo os contactos entre os dois reinos.
Séculos mais tarde, após a Restauração, o tratado de 1642 reafirmou a amizade recíproca entre os reinos e os monarcas, e concedeu liberdade de comércio aos ingleses nos domínios de Portugal.
Em 1661, ficou acordado o casamento de Carlos II de Inglaterra com D. Catarina de Bragança, entregando-se aos ingleses Tânger e Bombaim.
O Tratado de Methuen, em 1703, deu livre entrada aos lanifícios ingleses em Portugal e redução das tarifas impostas à importação de vinhos portugueses em Inglaterra.
Pelo Tratado de Windsor, finalmente, teve a Inglaterra a garantia de que Portugal não interviria na Guerra dos Bóeres, antes facilitaria as operações militares dos ingleses nas suas possessões africanas.
Militar e politicamente, os ingleses tiveram intervenções importantes em diversas épocas da História portuguesa.
Foi em boa medida graças a arqueiros vindos de além-Mancha que a decisiva vitória na Batalha de Aljubarrota foi possível, contra a superioridade numérica das forças castelhanas. Mais tarde, a Guerra Peninsular trouxe a Portugal figuras marcantes, como o duque de Wellington e o general William Carr Beresford. E foi em Inglaterra que os exilados liberais puderam organizar-se para depois regressar ao País e derrotar os miguelistas.
Portugal, por sua vez, teve oportunidade de retribuir esses auxílios. Foi em resposta a um apelo britânico que o Corpo Expedicionário Português partiu para a guerra.
De qualquer forma, as relações entre os dois países tiveram também períodos de desentendimento. Durante o domínio filipino, os corsários ingleses atacavam indistintamente os navios de Portugal e de Espanha, e a Armada Invencível integrava navios portugueses.
No século XIX, houve disputas territoriais e diplomáticas a propósito das fronteiras das colónias africanas. Essas disputas culminaram no episódio do Ultimato Inglês, que provocou uma indignação geral no nosso país.
As relações comerciais entre as duas regiões começaram mesmo antes da fundação de Portugal. Na época da Reconquista Cristã, os primeiros reis portugueses puderam contar com a ajuda de cruzados, entre eles cavaleiros ingleses, que participaram, por exemplo, na tomada de Lisboa. Desta forma, o intercâmbio passava-se já a diversos níveis quando foi assinado o primeiro tratado luso-britânico, em 1294, por D. Dinis e Eduardo I.
O tratado visava proteger o comércio feito pelos súbditos dos dois monarcas.
Ao longo do tempo, outros tratados se seguiram, dos quais mencionaremos apenas alguns. Em 1372, D. Fernando e o duque de Lencastre (filho de Eduardo III de Inglaterra) firmaram uma aliança contra Castela e Aragão, que o duque se preparava para guerrear. No ano seguinte,a aliança foi reforçada com a assinatura de um pacto de amizade em que se dispunha o auxílio mútuo em caso de guerra.
Em 1380, o tratado anterior foi confirmado e ficou assente a entrada de tropas inglesas em Portugal para combater Castela. Na sequência da crise dinástica que ocorreu com a morte de D. Fernando, D. João I e Ricardo II, em 1386, voltaram a assumir o compromisso de socorro mútuo em caso de necessidade. Firmou-se ainda o casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre, que haveria de trazer para a corte portuguesa diversos compatriotas, também assim se promovendo os contactos entre os dois reinos.
Séculos mais tarde, após a Restauração, o tratado de 1642 reafirmou a amizade recíproca entre os reinos e os monarcas, e concedeu liberdade de comércio aos ingleses nos domínios de Portugal.
Em 1661, ficou acordado o casamento de Carlos II de Inglaterra com D. Catarina de Bragança, entregando-se aos ingleses Tânger e Bombaim.
O Tratado de Methuen, em 1703, deu livre entrada aos lanifícios ingleses em Portugal e redução das tarifas impostas à importação de vinhos portugueses em Inglaterra.
Pelo Tratado de Windsor, finalmente, teve a Inglaterra a garantia de que Portugal não interviria na Guerra dos Bóeres, antes facilitaria as operações militares dos ingleses nas suas possessões africanas.
Militar e politicamente, os ingleses tiveram intervenções importantes em diversas épocas da História portuguesa.
Foi em boa medida graças a arqueiros vindos de além-Mancha que a decisiva vitória na Batalha de Aljubarrota foi possível, contra a superioridade numérica das forças castelhanas. Mais tarde, a Guerra Peninsular trouxe a Portugal figuras marcantes, como o duque de Wellington e o general William Carr Beresford. E foi em Inglaterra que os exilados liberais puderam organizar-se para depois regressar ao País e derrotar os miguelistas.
Portugal, por sua vez, teve oportunidade de retribuir esses auxílios. Foi em resposta a um apelo britânico que o Corpo Expedicionário Português partiu para a guerra.
De qualquer forma, as relações entre os dois países tiveram também períodos de desentendimento. Durante o domínio filipino, os corsários ingleses atacavam indistintamente os navios de Portugal e de Espanha, e a Armada Invencível integrava navios portugueses.
No século XIX, houve disputas territoriais e diplomáticas a propósito das fronteiras das colónias africanas. Essas disputas culminaram no episódio do Ultimato Inglês, que provocou uma indignação geral no nosso país.
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Como referenciar
Aliança Luso-Britânica na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$alianca-luso-britanica [visualizado em 2026-06-08 09:37:28].
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