Livros & Autores

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Auto da Índia (farsa)

Primeira farsa de Gil Vicente e da literatura portuguesa, foi representado em 1509, em Almada, perante a rainha D. Leonor, viúva de D. João II.
Personagens: Ama, Moça, Castelhano, Lemos e Marido.
Argumento: Diferente dos outros autos, o Auto da Índia é uma peça de enredo cuja intriga se desenvolve ao longo de vários anos, contendo abreviações de tempo que imprimem agilidade e vivacidade ao seu andamento.
A representação do "Auto da Índia", primeira farsa de Gil Vicente, perante a rainha D. Leonor (Almada, em 1509)
Primeira página do Auto da Índia, de Gil Vicente, representado em 1519 à rainha D. Leonor
A expansão ultramarina e a sua influência na vida conjugal formam a intriga do <i>Auto da Índia</i>, de Gil Vicente
Nau da "carreira da Índia"
A personagem principal é uma mulher de Lisboa cujo marido parte numa carreira da Índia, à procura de fortuna, deixando-a sozinha. Se mesmo quando o marido está na cidade esta mulher tem uma vida dúbia, durante a sua ausência a mulher vai levando uma vida de diversão. Com a cumplicidade da moça, mantém simultaneamente duas ligações extraconjugais.
Regressado do Oriente sem riqueza, o marido conta as suas façanhas que nada tiveram de dignificante: "Fomos ao rio de Meca,/ pelejámos e roubámos". A mulher, disfarçando uma alegria que não sentia pelo seu regresso, mente tranquilamente dizendo que sentiu muitas saudades durante a sua ausência.
O auto termina com o retomar pacífico da vida em comum pelo casal, como se nada se tivesse passado.
Ideologicamente, este auto configura uma crítica, vendo-se facilmente nele "o reverso do mito dos Descobrimentos". Na verdade, através das falas das personagens que nos fazem recordar o discurso do "Velho do Restelo" do episódio "As despedidas de Belém" de Os Lusíadas, o autor apresenta os malefícios que a saída para o "desconhecido" comporta, nomeadamente no que se refere às mortes desnecessárias de muitos dos navegadores e ao comportamento menos lícito dos portugueses face ao "outro civilizacional" (a cristianização pela força das armas). Mas a crítica mais notória é feita ao abandono das mulheres e família que enveredavam muitas vezes por comportamentos pouco dignificantes que conduziam à desestruturação da célula familiar.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Auto da Índia (farsa) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-02 18:53:14]. Disponível em

Livros & Autores

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais