Academia Virtual - O Poder da Voz

Livros e Autores

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

Palavras raras, palavras caras

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Em Nome da Terra

Da autoria de Vergílio Ferreira, escritor português contemporâneo, Em Nome da Terra é o seu último romance.
Viúvo e reformado, João, narrador autodiegético e personagem principal, decide viver os últimos anos de vida num Lar, doando todos os seus bens à sua filha Márcia. Para si, guardou apenas, a memória, um Cristo mutilado, um desenho de Dürer, uma reprodução de um fresco de Pompeia e um disco de Mozart - concerto para oboé. Estes símbolos percorrerão a narrativa, estabelecendo uma relação analógica com o corpo, a morte, o esplendor e a beleza.
Temporalmente situado no tempo "último" do narrador, este romance constitui-se como um bonito mas doloroso louvor ao amor e ao seu objeto - a sua mulher Mónica, já falecida. Através de um diálogo sem resposta, profundamente intimista, João dirige-se a um "Tu" fisicamente ausente, Mónica, de cujas lembranças se vai alimentando.
Romancista e ensaísta português, Vergílio Ferreira, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996
Recorrendo a uma analepse, o narrador, numa permanente postura de recordação de um passado próximo, vai associando o seu estado de sofrimento e a beleza de Mónica aos objetos que conservara consigo. Guardados no seu quarto do lar, com eles mantém um confronto que, embora desleal, o ajuda a recriar um tempo e um espaço de plenitude.
Representação do sofrimento, o Cristo Mutilado é, muitas vezes, sugerido, pela memória de João, como o seu próprio sofrimento, decorrente da solidão e do abandono que a si próprio impôs, transpondo, então, apenas neste momento, o seu diálogo reflexivo para um outro "Tu".
A primavera, personificada no fresco de Pompeia pela deusa Flora, é comparada à beleza de Mónica, consubstanciada pela harmonia do seu corpo ainda jovem.
O olhar do narrador sobre o desenho de Dürer transporta-o simultaneamente para um tempo do passado - a morte de Mónica -, para um tempo do presente - a experiência que estava a viver no Lar e um tempo do futuro, com a morte sempre presente, apenas à espera do "Alma Grande".
Como símbolo melódico e harmonioso, o concerto para oboé de Mozart, como se proclamasse o nome de Mónica, serena e amacia as memórias de João.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Em Nome da Terra na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-10-04 12:12:30]. Disponível em

Livros e Autores

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

Palavras raras, palavras caras

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais