meteorização

Mesmo antes da exposição aos agentes externos, na sequência dos fenómenos que fazem ascender as rochas e, subsequentemente, as fazem aflorar, as rochas experimentam transformações, à medida que se elevam das zonas profundas onde tiveram a sua génese.
A alteração das rochas, denominada meteorização (designada por intemperismo pelos autores brasileiros), corresponde às modificações físicas e/ou químicas causadas, nas rochas, pelos agentes de meteorização - a água, o vento, as mudanças de temperatura e a ação dos seres vivos. De acordo com o seu modo de atuação e com os produtos que originam, os agentes de meteorização podem ser classificados em físicos (provocam fragmentação) e químicos (provocam alteração química),existindo, por isso, dois tipos de meteorização: a meteorização física e a meteorização química. Numa primeira fase da meteorização, os minerais primários das rochas tendem a adaptar-se ao novo ambiente, o da superfície. Em consequência, desencadeiam-se ou aceleram-se certas transformações, cuja principal fonte de energia é o Sol. Formam-se, assim, novos minerais, denominados secundários, supergénicos ou de neoformação.
É a energia solar que está na base da zonalidade climática e em particular dos ventos, das precipitações atmosféricas, das variações de temperatura e, consequentemente, da ocupação da vida vegetal e animal. Todos estes fatores, muito interligados, são amplamente condicionantes dos fenómenos de alteração.
Podemos dizer que a meteorização é o resultado das ações externas sobre as rochas que se encontram expostas à superfície. Assim, depende das intensidades e características dos agentes de meteorização, do tipo de rochas e do tempo decorrido.
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