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Reino de Aragão

Antiga província romana, depois integrada no reino visigótico, Aragão sofreu, no século VIII, a conquista muçulmana. Neste período, durante uma ofensiva de Carlos Magno contra os Mouros, os cristãos que habitavam junto do Rio Aragão foram incentivados pelo rei franco a ocupar os territórios onde viviam e outros circundantes. Estas terras constituiriam, mais tarde, o reino de Aragão, no Nordeste de Espanha, entre a Catalunha, a leste; Navarra, a oeste; Castela, a oeste e a sul, tal como Valência e regiões árabes; a norte, separada pelos Pirenéus, a França. Aragão tornou-se reino independente em 1035, com Ramiro I, que dilatou o território na luta contra os Árabes.
Em 1096 Pedro I tomou Huesca e em 1118 Afonso I, seu irmão e sucessor, conquistou Saragoça: o vale do Ebro passou a ser cristão e aragonês. Com o casamento, em 1137, de Petronilha, filha de Ramiro II, irmão de Afonso I, com o conde de Barcelona, Raimundo Berenguer IV, deu-se a união de Aragão com a Catalunha. O reino de Aragão, com este matrimónio, ganhou notoriedade e projeção na Península Ibérica cristã. A tradição e potência marítima da Catalunha - Barcelona era um dos maiores portos medievais - propiciava a Aragão o estatuto de grande nação da Cristandade medieval, poderosa no Mediterrâneo e rival de Génova.
Após um forte contra-ataque árabe, Aragão e Castela acordaram, no Tratado de Cazorla (1179), em dividir entre si os territórios árabes a conquistar. Em 1228, Aragão dominava totalmente a Catalunha e as Baleares (Maiorca, Ibiza, etc.) e em 1238 conquistava Valência, outro porto importante no Mediterrâneo. Em 1282, apoderava-se da Sicília, na posse dos franceses, que invadiram Aragão em 1285, sendo derrotados por Pedro III, soberano que dominou também levantamentos dos muçulmanos e dos nobres catalães. Cedeu, porém, algum poder à União Aragonesa, uma associação da nobreza e de representantes de certas cidades. Em 1342-44, reincorporaram-se as Baleares no reino aragonês, por ação de Pedro IV, que também conquistou o Roussillon e a Sardenha aos franceses e venceu a União Aragonesa em 1348. Impôs-se também na Sicília e na Grécia, em Atenas e Neopatras.
Em 1356-59, Pedro IV de Aragão envolveu-se, desastrosamente, numa guerra com Castela, instigado pelos franceses - que depois tomam o partido dos castelhanos - mas sem o apoio da nobreza aragonesa.
Em 1395 ficou vago o trono de Aragão. Com o acordo político do Compromisso de Caspe, a Coroa passou para Fernando de Antequera, de Castela, eterna rival dos aragoneses. Sob o nome de Fernando I de Aragão, reinou a partir de 1412, enfraquecendo a dinastia aragonesa e preparando a união com Castela. Seu filho, Afonso V, ainda conquistou o reino de Nápoles.
Em 1469, Fernando II, seu filho e herdeiro, desposou Isabel I de Castela, herdeira de Henrique IV, dando-se um passo definitivo para a unificação dos dois reinos. Dez anos mais tarde, com a morte de João II, seu filho, Fernando e Isabel, os Reis Católicos, subiram ao trono, proclamando-se a união dinástica de Aragão e Castela. Depois desta data, a história de Aragão confunde-se com a de Espanha, designação oficial a partir do reinado de Carlos de Habsburgo, iniciado em 1516. A língua aragonesa fundir-se-á com o castelhano, bem como os costumes e tradições.
Aragão era, na Idade Média, famosa pela liberdade das suas instituições políticas, bem como pela limitação do poder real, conseguida devido à luta da União Aragonesa e aos privilégios das cidades, os fueros, base da autonomia administrativa dos municípios aragoneses, de que ainda perduram alguns resquícios. De Aragão é também originária a Rainha Santa Isabel, filha de Pedro III e de Constança da Sicília e mulher do soberano português D. Dinis.
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Como referenciar
Porto Editora – Reino de Aragão na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-10-01 11:51:05]. Disponível em
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