Vincent d'Indy
Compositor e professor francês, Paul Marie Théodore Vincent d'Indy nasceu a 27 de março de 1851, em Paris, e faleceu a 2 de dezembro de 1931, na mesma cidade.
De uma família de militares, patriotas e católicos, Vincent d'Indy começou muito cedo os seus estudos musicais, tendo como professores Antoine Marmontel, Diémer e, mais tarde, Albert Lavignac. Em 1870, interrompeu os estudos para participar como voluntário na guerra, em defesa de Paris. Posteriormente, retomou-os, no Conservatório, tornando-se aluno de César Franck. Viveu em ambientes vanguardistas, contactando com Massenet, Saint-Saëns e Bizet e colaborando na criação da Sociedade Nacional de Música. Com a morte de César Franck, em 1890, Vincent d'Indy torna-se o presidente dessa Sociedade e, em 1894, juntamente com Charles Bordes e Alexandre Guilmant, criou a Schola Cantorum da qual vem a ser diretor e professor de composição. A escola torna-se conhecida por cultivar, marcadamente, compositores como César Franck, Bach, Beethoven, Wagner, entre outros. A escola procurou valorizar o rigor e a ordem em reação à sensualidade e liberdade de compositores como Ravel e Debussy. Este modelo educativo criou alguma polémica e uma querela com alguns alunos que não concordavam com tal modelo.
Em 1912, Vincent d'Indy, devido às suas digressões pela Europa, Rússia e Estados Unidos da América, como diretor de orquestra, foi designado para as funções de professor de direção de orquestra, no Conservatório de Paris. Dos inúmeros alunos, que teve, destacam-se Erik Satie, Albert Roussel, Darius Milhaud, Arthur Honegger, Paul le Flem, Joseph Canteloube e Georges Auric.
Como compositor, a sua obra pode ser dividida em três períodos distintos: um período germânico, por influência de Mendelssohn, Schuman e, principalmente Wagner, como nas obras, Le Chant de la Cloche e trilogia sinfónica Waltenstein; um período nacionalista e cristão, dado o seu gosto pelo parque nacional de Cévennes e por influência de Henri Duparc, revelado nas peças Symphonie Cévenole e Jour d'Été à la Montagne; um período clássico, como em Diptyque Méditterranéen. Da sua obra constam três dramas musicais, a partir de libretos do próprio Vincent d'Indy, duas óperas cómicas, grandes obras corais, poemas sinfónicos, peças para vários instrumentos, melodias e arranjos de canções populares.
O compositor recebeu várias condecorações e prémios, como o Grande Prémio de Composição (1885) da Câmara de Paris, pela sua peça Le Chant de la Cloche, o título de Cavaleiro da Legião de Honra (1892), o de Comendador da Ordem de Carlos III de Espanha (1892), o de Cavaleiro do Rei Léopold da Bélgica (1903) e o de Oficial da Legião de Honra (1912).
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