acidose e alcalose

Todos os casos de acidose e alcalose são classificados de acordo com a sua causa: que pode ser respiratória ou metabólica.
Quer a alcalose quer a acidose respiratórias resultam da mesma insuficiência do sistema respiratório na sua função de regulador do pH.
Quando o sistema respiratório tem um funcionamento normal, a pressão parcial do dióxido de carbono varia entre os 35 e 45 mm de mercúrio (Hg). Valores superiores a 45 mm Hg indiciam uma acidose respiratória e valores abaixo dos 35 mm Hg indiciam uma alcalose respiratória. A acidose respiratória ocorre, muitas vezes, quando um indivíduo respira pouco profundamente ou quando as trocas gasosas são dificultadas por doenças como, por exemplo pneumonia, fibrose cística ou enfisema. Nestas condições o dióxido de carbono acumula-se no sangue. A acidose respiratória é diagnosticada por uma descida do valor do pH sanguíneo e uma elevação da pressão parcial do dióxido de carbono e está geralmente associada a uma doença.
A alcalose respiratória ocorre quando o dióxido de carbono é eliminado do corpo mais rapidamente do que é produzido, fazendo com que o sangue se torne mais alcalino. É frequente resultar de uma hiperventilação.
Acidose ou alcalose metabólicas, com exceção das que resultam de uma maior ou menor concentração de dióxido de carbono no sangue, incluem todas as anormalidades que se verifiquem no equilíbrio ácido-base do organismo. Ou seja, quando o nível de iões bicarbonato está acima ou abaixo do intervalo 22-28 milimoles por litro, os valores indiciam um desequilíbrio metabólico ácido-base.
A causa mais comum para a ocorrência de acidose metabólica é a ingestão excessiva de substâncias ácidas (beber álcool em excesso também é uma causa) e a baixa excessiva de iões bicarbonato no sangue, o que pode acontecer como resultado de uma excessiva diarreia. Pode também ser causada pela acumulação de ácido lático durante um exercício que exija esforço ou por um choque, ou pela cetose que pode ocorrer numa crise diabética. Uma insuficiência renal que leve a que o excesso de iões hidrogénio (H+) não sejam eliminados pela urina é também uma causa frequente. A acidose metabólica é reconhecida pelo abaixamento dos níveis de pH e bicarbonato no sangue, que são inferiores aos necessários para a manutenção do equilíbrio homeostático.
A alcalose metabólica provocada pela elevação do pH do sangue e dos níveis de concentração do ião bicarbonato é muito pouco comum. As causas típicas são o vomitar os conteúdos ácidos do estômago (ou a perda destas secreções), a ingestão de excessos de bases (por exemplo antiácidos), e a obstipação durante a qual uma maior quantidade de iões bicarbonato são reabsorvidos pelo cólon.
Os limites do pH compatíveis com a vida variam entre 7,0 e 7,8. Quando o pH do sangue diminui para menos de 7,0 o sistema nervoso central é tão fortemente deprimido que o indivíduo entra em coma e rapidamente se segue a morte. Em contraste a alcalose provoca hiper-excitação do sistema nervoso. Sinais característicos são a rigidez dos músculos (tetania), extensa agitação nervosa e convulsões. A morte resulta, muitas vezes, devido a uma paragem respiratória.
Quando o desequilíbrio ácido-base é devido a inadequado funcionamento de um sistema fisiológico (rins ou pulmões) o outro sistema procura compensar. Esta compensação renal ou respiratória pode ser diagnosticada pelas alterações da pressão média do dióxido de carbono e da concentração de iões bicarbonato no plasma sanguíneo.
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