Alter do Chão


Aspetos Geográficos
O concelho de Alter do Chão, do distrito de Portalegre, localiza-se na Região do Alentejo (NUT II) e Alto Alentejo (NUT III), ocupa uma área de 360,9 km2 e abrange quatro freguesias: Alter do Chão, Chancelaria, Seda e Cunheira.
O concelho encontra-se limitado pelos seguintes concelhos: a norte, o Crato, a este, Monforte e Crato, a sul Fronteira, e a oeste, Avis e Ponte de Sor. O concelho apresentava, em 2005, um total de 3716 habitantes.
O natural ou habitante de Alter do Chão denomina-se alterense.
Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão e por uma precipitação irregular.
No que se refere à morfologia, os terrenos são geralmente planos e abatidos, destacando-se somente dois montes, com altitudes inferiores a 500 metros, que são o Monte Novo (212 m) e Alter Pedroso (423 m).
Os recursos hídricos existentes no concelho são as ribeiras do Freixo, do Cornado, da Silada, do Papa Leite, do Vale de Galegas, do Zambujo, de Seda e de Navalha.

História e Monumentos
Nas terras deste concelho terá existido uma povoação importante no tempo dos Romanos.
A data de outorgação do primeiro foral é de 1293, atribuído por D. Afonso III, e reformado em 1293 e 1321. O concelho recebeu um novo foral em 1512, outorgado por D. Manuel I.
Em Arneiro existe uma propriedade, outrora pertencente à Casa de Bragança - a Estação de Fomento Agrário -, que terá sucedido à Cudelaria Real (1748), e que se dedicava à criação de uma raça rara de cavalos.
Ao nível do património arquitetónico, destaca-se o Castelo de Alter do Chão, mandado construir por D. Pedro I, em 1359 - uma fortificação de planta quadrangular, com altas cortinas ameadas e protegidas por cubelos cilíndricos, coroados de ameias, coruchéus cónicos, portais góticos e uma alta torre de menagem quadrada, com cerca de 44 metros de altura.
O Palácio dos Condes merece também referência. Construído no século XVIII, tem nas sacadas guardas em ferro forjado. A ponte romana de Vila Formosa tem cerca de 116,5 metros de comprimento, 6,7 metros de largura e 8,4 metros de altura e possui seis arcos de volta redonda. Destaque ainda para o Solar da Quinta do Álamo, datado de 1732, que possui azulejos do género holandês.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: o leilão tradicional de equinos, a 24 de abril; a festa de S. Marcos, a 25 de abril; a festa de S. Domingos, no segundo domingo de agosto; a Procissão do Encontro, no quarto domingo da Quaresma; a Procissão da Paixão e do Enterro do Senhor, na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, respetivamente; o feriado municipal e a romaria à Igreja de Santo António dos Olivais, na quinta-feira de Ascensão; e a festa de Nossa Senhora da Alegria, no último fim de semana de agosto.
No artesanato, pode-se referir a produção de trabalhos em cortiça, o empalhamento de objetos, os trabalhos em gesso e em madeira e as rendas e tapeçarias.
Ao nível de instalações culturais, destacam-se o Núcleo Museológico da Cudelaria de Alter, a Biblioteca Municipal e a Biblioteca Fixa n.° 140 da Fundação Calouste Gulbenkian, com sala de leitura de periódicos e sala de exposições temporárias.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário (comércio tradicional e serviços), seguido do primário, que ainda mantém um peso muito significativo. O setor secundário tem um peso relativamente baixo.
Na agricultura, as culturas principais são os cereais para grão, os prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes. Na pecuária, a criação de aves, ovinos e bovinos.
Cerca de 16% do seu território corresponde a área florestal.
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