Anna Politkovskaya

Jornalista russa, Anna Stepanovna Politkovskaya, nascida a 30 de agosto de 1958, nos Estados Unidos da América, e assassinada a 7 de outubro de 2006, em Moscovo, tornou-se conhecida pela sua oposição à guerra da Tchetchénia e à governação de Vladimir Putin.
Anna, filha de um casal de diplomatas ucranianos, nasceu em Nova Iorque, onde os pais trabalhavam nas Nações Unidas. Mais tarde, foi viver para a União Soviética e, em 1980, licenciou-se em jornalismo na Universidade de Moscovo. Começou por trabalhar no jornal Izvestia, onde esteve mais de dez anos.
Já como repórter, destacou-se no jornalismo de investigação, tendo sido bastante realçada a cobertura que fez da guerra na Tchetchénia, já que nas suas reportagens no jornal Novaya Gazeta, para o qual entrou em 1999, denunciou assassinatos, torturas e espancamentos de civis por parte das forças russas. O seu trabalho na Tchetchénia valeu-lhe a obtenção de diversos prémios de jornalismo, nomeadamente a Caneta de Ouro, da União de Jornalistas da Rússia, e o Prémio da Amnistia Internacional para Jornalismo de Direitos Humanos, ambos em 2001, e o Prémio Coragem no Jornalismo, da International Women's Media Foundation, em 2002. Em 2003, ganhou o Prémio do Pen Club International, o Lettre Ulysses para a Arte da Reportagem e o Prémio Jornalismo e Democracia, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Em 2004, ganhou o prémio Olof Palme. A jornalista escreveu também diversos livros sobre a guerra da Tchetchénia e sobre o presidente Putin.
Anna Politkovskay foi detida em 2001 durante três dias, depois de ter sido acusada de ter entrado na Tchetchénia sem acreditação. Queixou-se de ter sido ameaçada de morte, tal como em 2002, quando foi de novo detida numa base militar na Tchetchénia. Entretanto, em 2001 refugiara-se em Viena, na Áustria, depois de ter sido ameaçada por um polícia. Em setembro de 2004, disse ter sido envenenada na altura em que tentava partir para Bezlan, na Tchetchénia, para fazer a cobertura de um sequestro de crianças numa escola.
Politkovskaya foi abatida a tiro, por desconhecidos, no elevador do seu prédio a 7 de outubro de 2006.
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