António Franco Alexandre

Poeta português nascido no ano de 1944, em Viseu. Em 1962, foi para Toulouse, onde fez os estudos na área da Matemática. Em 1969, os bons resultados obtidos permitiram-lhe a obtenção de uma bolsa para continuar os estudos em Harvard, nos EUA. Contudo, em 1971, voltou de novo para França, agora para Paris, onde se doutorou em Matemática. Quatro anos mais tarde, o apelo do seu país "obriga-o" a regressar e, em 1975, é convidado para professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Embora só nos anos 70, a sua obra se veja projetada no mundo literário, António Franco Alexandre publicou o seu primeiro livro intitulado A Distância, em 1969. De postura discreta, contrariando os "assédios" para grandes manifestações públicas, não mais deixou estagnar a sua criação literária. Acreditando que "se a poesia deve algo à música, não é composição, mas a arte do improviso.", deu corpo e alma a diversos títulos, que permitem, hoje, considerá-lo um dos expoentes da poesia portuguesa contemporânea, sendo considerado por Óscar Lopes a melhor revelação poética dos anos oitenta (cf. Cifras do Tempo, Lisboa, 1990, p. 325).
Em 1999, foi-lhe atribuído o prémio de poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a publicação do livro Quatro Caprichos (Prémio Luís Miguel Nava). Autor de uma vasta obra, reflexo de um manifesto interesse pelas áreas da Filosofia, Ética e Estética da Literatura e da Música, assina os títulos seguintes: A Distância (1969), Visitação (1974), Dos Jogos de inverno (1974), Sem Palavras (1974), Nem Coisas (1974), Os Objetos Principais (1979), A Pequena Face (1983), As Moradas 1 e 2 (1987), Oásis (1992), Poemas (1996), Quatro Caprichos (1999), Uma Fábula (2001) e Duende (2002), vencedor do Prémio D. Dinis para poesia em 2003 e do Prémio Correntes d'Escrita em 2005.
Como referenciar: António Franco Alexandre in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-11 01:03:33]. Disponível na Internet: